[[legacy_image_147273]] A TV Tribuna relata os principais acontecimentos da região há exatos 30 anos. Nesta terça-feira (1), a afiliada da Rede Globo transmite seu sinal digital para 27 cidades da Baixada Santista, do Vale do Ribeira e do Alto do Ribeira e, assim, se mantém como o maior veículo de comunicação da localidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Sua história começou antes mesmo do próprio lançamento. Em 1989, o Sistema A Tribuna de Comunicação, atualmente conhecido como Grupo Tribuna, venceu a concorrência pública para a cidade de Santos. Dois anos depois, mais uma grande conquista. O hoje diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, e o então diretor da Central de Afiliadas e Expansão da Rede Globo, Evandro Guimarães, assinaram a concessão da afiliada. O lançamento aconteceu em 1º de fevereiro de 1992 e, desde então, além de transmitir a programação da emissora matriz, diversos programas de conteúdo regional passaram a ser produzidos e exibidos. [[legacy_image_147274]] Marco na regiãoLogo nas primeiras captações, ficou estabelecido que a TV Tribuna seria um grande marco para a Baixada Santista, afinal, o trabalho da primeira equipe de reportagem – formada pelos jornalistas Cristina Guedes, Eduardo Silva e Paulo Bornsen – mostrava tanto os pontos positivos quanto negativos da região, fato que não acontecia com frequência. “Desde o começo, a preocupação da TV Tribuna era mostrar uma Baixada Santista que o Brasil não conhecia”, explica o hoje coordenador de Esportes do Grupo Tribuna, Eduardo Silva. Ele complementa: “Antes das emissoras regionais, as grandes emissoras só desciam para dar as notícias extremas, como tragédias, crises no Santos Futebol Clube e problemas no Porto de Santos, entre outros casos similares”. Por sua vez, Cristina Guedes, hoje colunista de A Tribuna e que foi a responsável por apresentar a primeira reportagem exibida pela TV Tribuna, sobre a prática do tamboréu, explica que, antes da emissora, faltava “identidade” nos conteúdos produzidos nas cidades da região. [[legacy_image_147275]] “Muitas vezes, víamos um repórter entrando , por exemplo, da Praia do Itararé, em São Vicente, mas, no GC (legenda com informações que aparecem na tela) estava escrito Gonzaga. O mais importante é ressaltar a valorização regional que ocorreu com a emissora. É muito importante você ter uma leitura de pessoas que nasceram e ainda vivem aqui, que conhecem cada canto”. Para Paulo Bornsen, que hoje é diretor do Centro de Ciências da Educação e Comunicação da Universidade Católica de Santos (UniSantos), a experiência foi transformadora em sua vida profissional. “Sinto saudades daquela época, do sonho de construir uma TV regional de qualidade, capaz de ajudar no desenvolvimento da região e ajudar as pessoas. Foi um momento de projetos, de vislumbrar conquistas, não só em termos pessoais, mas para a profissão e para a região”, afirma o jornalista. Qualidade nas produçõesEduardo Silva também ressalta que o público teve a oportunidade de acompanhar desde o início um trabalho de excelência, uma vez que o primeiro editor-chefe da emissora, Carlos Alberto Manente, era conhecido pelos colegas pelo rigor envolvendo a qualidade dos materiais. “Virou uma escola de jornalismo. Todo mundo que veio trabalhar aqui passou a ter esse padrão de exigência no texto, na elaboração das matérias e na preocupação com todos os detalhes de uma reportagem. Por conta disso, a TV teve um padrão de alto nível”. Grandes coberturasO hoje coordenador de Esportes guarda com carinho as entrevistas com Pelé, que esteve nos estúdios da TV Tribuna em três oportunidades. Além delas, ressalta a cobertura dos Jogos Olímpicos de 2000, sediados em Sydney, na Austrália, inédita até então para emissoras regionais. Outro marco histórico reportado na íntegra e que é destacado por Eduardo Silva é o Campeonato Brasileiro de 2002, conquistado pelo Santos em final contra o Corinthians. “Foi a mais impactante (cobertura do clube). O surgimento da dupla formada por Robinho e Diego foi avassalador. A nossa equipe tinha uma entrada muito grande com os atletas, então, fizemos reportagens sensacionais das duas maiores estrelas daquele time”. Além dos episódios citados, Cristina Guedes destaca a cobertura das comemorações do aniversário de 500 anos do Brasil, em 2000, que fez em Portugal para a TV Tribuna. “Acompanhei o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Depois de fazermos toda essa cobertura oficial, fiquei mais alguns dias e, lá, produzi uma série de reportagens para o meu programa, o Revista da Praia, mostrando a rota do descobrimento. Começamos em Belmonte, no castelo onde nasceu Pedro Alvares Cabral, e fomos até Belém, na capela onde ele rezou antes de embarcar nas caravelas”, finaliza.