[[legacy_image_165068]] A imprensa tem papel fundamental na democracia brasileira, principalmente neste ano eleitoral, e as discussões sobre os limites da liberdade de expressão terão destaque diante de um pleito bastante polarizado, pelo que projetam institutos de pesquisa e por causa de desinformação disseminadas nas redes sociais. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Realizado na noite de ontem no Campus Dom Idílio José Soares da Universidade Católica de Santos (UniSantos), o debate desses temas integrou as atividades da Cátedra Giusfredo Santini, desenvolvidas em parceria com o Grupo Tribuna. Jornalista e doutor em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC, Michel Carvalho da Silva entende que o fato de se viver em uma sociedade permissiva com a mentira na política diz muito sobre cultura cívica. “É um absurdo que, em nome de uma suposta liberdade de expressão, se defenda a existência de um partido nazista ou ateus sejam associados ao aumento da criminalidade. A gente não pode normalizar isso, principalmente profissionais da área do Direito e da Comunicação”, frisou ele, que integra o Grupo de Pesquisas Mediações Educomunicativas, vinculado à Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Para o presidente da Comissão de Informática Jurídica, Direito Eletrônico e Educação Digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção Santos, Mateus Catalani Pirani, a Constituição Federal dá ao cidadão o direito de se expressar de forma livre, mas há limites legais. “Se você falar que gosta do nazismo ou dizer que acha o racismo legal, sob o argumento que tem o direito à liberdade de expressão, você estará fazendo apologia a crime e ao ódio”, afirmou ele, que é pesquisador da UniSantos e doutor em Direito Ambiental Internacional pela instituição. HomenagemO coordenador da Cátedra Giusfredo Santini, professor Robnaldo Fidalgo Salgado, destacou a importância dessa discussão para os estudantes. “Quando a gente fala da prática do Jornalismo, não é ir lá e só fazer. É necessário pensar bastante”, ressaltou. Durante a abertura dos trabalhos, que foram mediados pela gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna, Arminda Augusto, foi feita uma homenagem a dois ex-professores da UniSantos que lutaram por liberdade de expressão, democracia e justiça social: o economista José Pascoal Vaz e a historiadora Cida Franco. Ambos morreram no último final de semana.