[[legacy_image_147158]] Nos 30 anos de história da TV Tribuna, celebrados nesta terça-feira (1º), o foco na credibilidade do jornalismo, por meio do ato de dar voz ao povo, é destaque, assim como os investimentos feitos para que mais pessoas estejam bem informadas. E, nas palavras do diretor-presidente da emissora, Roberto Clemente Santini, a missão aceita há três décadas – mostrar a realidade da Baixada Santista e do Vale do Ribeira – permanece na rotina de todos os profissionais. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Quais são os principais destaques desses 30 anos de história da TV Tribuna? A comunidade – Baixada Santista e Vale do Ribeira – passou a ter voz perante o Brasil e, evidentemente, também na própria região. Até então, o País tinha poucas emissoras locais. Na época, as equipes de reportagem vinham para cá – na maioria das vezes, eu diria – para abordar algum problema, fosse ele no Porto de Santos, uma greve, dificuldades no trânsito, poluição nas praias, vazamentos de navios, entre outros pontos. Por sua vez, a TV Tribuna se tornou a porta-voz para mostrar o que é a Baixada Santista no dia a dia. A gente vive em uma das melhores regiões do Brasil. Os dados do Instituto de Desenvolvimento Humano Lippi (IDHL) mostram isso, a qualidade de vida, o saneamento e a segurança, entre outros pontos. Realmente, aqui, a região como um todo, se comparada a outros locais do Brasil, é muito bem estruturada. Além disso, trata-se de um destino de turistas e veranistas aos fins de semana, sem contar o período de férias. Mesmo assim, o Grupo Tribuna nunca deixou de divulgar as necessidades, afinal, as cidades e todos os seus serviços precisam crescer. Então, hoje, a Baixada Santista é vista no território nacional como uma região muito próspera e desenvolvida. E quais foram os principais desafios no início dessa trajetória? Há 30 anos, quando começamos, os moradores da região não tinham a cultura de assistir televisão e, como consequência, as agências publicitárias não eram especializadas nesse formato. Então, uma das coisas que a TV Tribuna fez durante esses anos foi incentivar e ajudar nesses quesitos. Realizamos inúmeras palestras para que essas empresas – que hoje, inclusive, estão em grande número produzindo diversos tipos de conteúdo – crescessem e até recebessem premiações. Afinal, várias agências daqui conquistaram prêmios no Profissionais do Ano, da Globo. Acredito que outro grande desafio foi a criação de uma identidade. Hoje, mais universidades oferecem cursos de comunicação, só que naquela época não era assim. Sempre incentivamos e procuramos trabalhar em conjunto e, hoje, nesses 30 anos, vários jornalistas que ocupavam aqui cargos de apresentadores, repórteres, entre outros, foram para a Rede Globo ou outras emissoras. Acredito que também contribuímos nesse aspecto do profissionalismo. Como funciona o processo de entrega desse conteúdo para o público? É importante deixar claro que a TV Tribuna, assim como toda emissora de televisão aberta, tem a programação exibida gratuitamente. Dessa forma, qualquer pessoa pode comprar uma televisão, colocar uma pequena antena e, assim, receber uma gama de informações, programas de entretenimento, novelas, shows, entre outros, sem gastar nada. Acredito que a TV aberta tenha uma penetração muito grande por isso também. Como a emissora se consolidou com uma das principais afiliadas da Rede Globo? Por conta do nosso trabalho sério e a proximidade com a cidade de São Paulo. Centenas de veranistas vêm à Baixada Santista durante os fins de semana. Então, acredito que a região é uma ‘extensão’ da Capital. Desde o início, um dos nossos grandes desafios é fazer uma emissora que não dê ao paulistano e ao pessoal do Grande ABC uma sensação de diferença no que se refere à qualidade de programação. Ao mesmo tempo, trabalhamos também para que tenham a oportunidade de ver uma extensão da Rede Globo. Acredito que ela (a emissora-sede) reconheceu isso durante todos esses anos. Procuramos fazer um trabalho bem alinhado com a Globo em São Paulo e a Globo no Brasil. “ Temos o noticiário e entretenimento nacional, porém cada vez mais abrimos espaço para os acontecimentos locais, o que é uma tendência” Qual é o foco do conteúdo jornalístico produzido pela TV Tribuna? O jornalismo pode ser dividido em diversos campos de atuação. Então, você tem o factual, que são os acontecimentos que ocorrem no dia a dia das cidades e, além dele, pautas nas áreas de cultura, Educação e Turismo, serviços do nosso grande Porto de Santos, entre outras frentes. Procuramos dar espaço a todas essas áreas. Desejamos sempre incentivar a Cultura local e também a ecologia da região, por exemplo. Estamos entre a Serra do Mar e o mar, no meio de uma área ecológica que damos cada vez mais espaço ao longo dos anos. A TV Tribuna possui uma sintonia muito grande com os ecologistas, as pessoas que cuidam desse setor. Por outro lado, também temos uma sintonia muito boa com os empresários, afinal, a região precisa crescer. Logicamente, sempre existem diversas vozes para analisar um determinado assunto, então, todas elas devem ser escutadas. Mesmo assim, tenho certeza que todo mundo aqui torce pelo desenvolvimento regional. Também acompanhamos de perto o Porto de Santos, que se consolida mais a cada dia que passa. Antigamente, ele tinha uma imagem muito ruim perante o Brasil, mas, hoje, essa referência mudou com os profissionais que trabalham na área, com a Autoridade Portuária e a sua própria eficiência. Como a TV Tribuna conquistou a credibilidade junto ao telespectador da Baixada Santista e do Vale do Ribeira? Primeiramente, não temos partido político e procuramos escutar e dar espaço para todas as vozes, o que, para mim, é o que gera maior credibilidade. Se você pegar os 30 anos da TV Tribuna, terá também parte da história da região. Tudo que acontece no sentido de crescimento, abertura de rua, edifícios que são erguidos, museus que são refeitos, exposições de arte, concertos musicais, tudo isso é o dia a dia e a TV Tribuna expressa esse conceito. Em contrapartida, também noticiamos os fatos policiais, mostramos a realidade de quem precisa de assistência, os bairros mais distantes dos grandes centros e, infelizmente, também, até tragédias, como deslizamentos em nossos morros e encostas, por exemplo. Tudo a gente procura reportar como um todo. Acredito que isso gera a credibilidade, o ato de darmos voz para todos os segmentos da população. A TV Tribuna está aqui para contar a história da região. “Fazemos grandes investimentos em equipamentos, assim como em nossos profissionais, para levarmos sempre o melhor conteúdo para o telespectador” Quais são os projetos que podemos destacar para 2022? A TV Tribuna está acompanhando o seu tempo. Temos o noticiário e entretenimento nacional, porém cada vez mais abrimos espaço para os acontecimentos locais, o que é uma tendência. Também fazemos grandes investimentos em equipamentos, assim como em nossos profissionais, para levarmos sempre o melhor conteúdo para o telespectador.