[[legacy_image_110636]] Assim como em 2017, quando o Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) realizou esse censo pela primeira vez, a maior parte dos atos infracionais cometidos pelos internos diz respeito ao roubo (59,3%) e tráfico de drogas (32,9%). Em terceiro lugar aparece o furto (3,3%). A diferença entre roubo e furto é que, no primeiro, o ato ocorre mediante ameaça e violência, enquanto o crime de furto é descrito como subtração, ou seja, diminuição do patrimônio de outra pessoa, sem que haja violência. A maioria dos internos tem entre 15 e 18 anos, mas o início das práticas infracionais começa muito antes. Quando perguntados se o motivo que os levou à internação tinha sido o primeiro ato infracional, 55,9% responderam que não, índice semelhante ao verificado em 2017, de 57,2%. Outro dado que surpreende: com quantos anos você praticou uma infração pela primeira vez? 19,9% afirmaram que foi aos 13 anos, 24,5% aos 14 anos, e 18,5% aos 15 anos. Em quedaDados da Polícia Civil da região apontam uma queda acentuada no número de adolescentes apreendidos entre 2019 (918) e 2020 (375). No primeiro semestre deste ano, foram 200 menores infratores apreendidos e levados para a Vara da Infância e Juventude. João Carlos de Almeida Meirelles, professor universitário e estudioso das questões que envolvem os jovens e o crime, pondera que há uma relação estreita entre o meio e a forma como esses jovens vivem, e a entrada para o universo dos delitos. “Não é porque nasceu em uma comunidade carente que está fadado a ser criminoso. Só que em uma família onde há exemplos de condutas erradas e faltam infraestrutura e suporte, a chance desse menino ou dessa menina se sentir atraído pelo delito é grande. É nesses casos que a existência de programas sociais fará toda a diferença”. [[legacy_image_110637]] Polícia preventivaEdmir Santos Nascimento, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), diz que há relatos de crianças que, com 10 e 11 anos já cometem pequenos roubos, evoluindo depois para o tráfico de drogas. Para ele, o trabalho protetivo com as famílias mais vulneráveis deve começar logo cedo, evitando que crianças e adolescentes sejam atraídos para o crime. Mas como o poder público vai interferir na essência de uma família vulnerável? “Com políticas públicas que lidem com as relações parentais. Além disso, diz, é preciso garantir que essas crianças tenham atividades e participem de programas educativos, esportivos e culturais dentro da própria comunidade.Veja matéria em vídeo abaixo: [[legacy_youtube_k3DlMfDh0_I]]