Usina de Itatinga, que gera eletricidade ao Porto de Santos, é exemplo (Vanessa Rodrigues/ AT) Trazer a sustentabilidade e a agenda ESG para o ambiente portuário. Isso é o que pretende o Pacto pela Sustentabilidade, promovido pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). A iniciativa registrou a adesão de 51 organizações do setor. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “O Governo quer aliar obras de infraestrutura com boas práticas nas áreas ambiental, social e de governança. O Pacto pela Sustentabilidade surge como um incentivo para que mais empresas se comprometam e também assumam a responsabilidade pelo País”, afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, em material distribuído à imprensa. Ao todo, o MPor recebeu 54 inscrições - nove de instituições públicas e 45 de empresas privadas. Ao todo, 10 são da área de aviação e 44 do segmento portuário. Após análise, 51 candidaturas foram consideradas aptas e seguirão para as próximas etapas do processo. Na fase do envio de Planos de Ação, as empresas participantes indicarão as ações que executarão em 2026. Também devem apresentar uma agenda anual de sustentabilidade, com ações, metas, cronograma de execução, indicadores de desempenho e previsão de investimentos. O plano deverá contemplar iniciativas nos eixos de meio ambiente, desenvolvimento social e governança, acompanhadas de indicadores que tornem possível monitorar os resultados alcançados. Autoridade Portuária A Autoridade Portuária de Santos (APS) é uma das entidades que aderiram ao Pacto pela Sustentabilidade. De acordo com o presidente da APS, Anderson Pomini, trata-se de uma pauta mundial, ao lado da infraestrutura. “É uma agenda exigida e imposta a todos os portos, e é bom que seja assim. O Porto de Santos, por ser referência nacional, não pode se limitar a receber e exportar cargas. É preciso que atenda essa demanda internacional”, explica. Segundo ele, a APS auxiliou o Ministério de Portos e Aeroportos na elaboração do programa. “Encontramos caminho implementando ações para a chamada transição energética, como eletrificação do cais, geração do hidrogênio verde, com a concessão da Usina de Itatinga, além de descontos tarifários para os navios considerados verdes”. Pomini argumenta que o Porto investiu R\$ 50 milhões nos últimos anos para os navios com bandeira verde que acessam o canal do estuário santista, a exemplo de outros portos do mundo. “À medida em que a gente abriu as portas do Porto para a sociedade, ela nos cobra isso. Temos que nos destacar pela boa operação de carga, mas também pelo respeito ao meio ambiente”, complementa.