Inclusão não é moda, mas também a contempla. Por meio da confecção, conceito e venda de roupas e demais artigos, é possível transmitir mensagens de empatia e demais preceitos ligados à agenda ESG (sigla que engloba os conceitos de ambiental, social e governança). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Há razões para apostar na disseminação desses bons valores. De acordo com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, números do IBGE obtidos no Censo 2022 indicam que mais de 2,7 milhões de pessoas que vivem no Estado de São Paulo possuem algum tipo de deficiência, o equivalente a 6,33% da população. Assim, o campo é amplo para colocar quem precisa de amparo. Um exemplo disso é o Concurso Moda Inclusiva, cujas inscrições vão até o próximo dia 15. Ele promove inclusão social, inovação e acessibilidade no setor têxtil e de vestuário. As inscrições devem ser feitas pelo formulário on-line em bit.ly/4whndjn. Podem participar pessoas físicas residentes no Brasil, incluindo estudantes e profissionais das áreas de moda, como design, modelagem, e costura. A iniciativa também é aberta a quem possui habilidades práticas, como costura, e deseja apresentar ideias criativas, mesmo sem formação específica. Cada projeto deverá contemplar uma deficiência específica, apresentar viabilidade de produção e incluir descrição técnica e conceitual da proposta. As categorias estão divididas em infantil, esporte, adulto feminino e adulto masculino. No ano passado Na premiação de 2025, o primeiro lugar ficou com Guilherme Rodrigues Pereira, de São Paulo, com o conjunto Movimento Livre, um moletom adaptado para cadeirantes, confeccionado com tecidos reaproveitados e pensado para oferecer conforto, autonomia e sustentabilidade. Já o segundo lugar coube a Luane Sales de Oliveira Alves, de Campo Grande (MS), que apresentou o look intitulado Cotidiano – O Silêncio das Coisas Anônimas, que combina bordados artesanais, elementos em braile, botões imantados, zíperes com argola e ajustes que facilitam o vestir, além de permitir diferentes formas de uso. O terceiro lugar ficou com Gustavo Marques Gonçalves, de Osasco, com alfaiataria adaptada que contempla usuários de próteses ou pessoas com membros amputados. Seleção Após a fase inicial, serão selecionados 20 finalistas (cinco por categoria), que avançam para a etapa final. A divulgação dos selecionados ocorrerá no dia 10 de setembro. O encerramento acontece no dia 11 de novembro, na Pinacoteca do Estado, com um desfile dos projetos finalistas aberto ao público. Na ocasião, serão anunciados os vencedores. Os três primeiros colocados receberão premiações em dinheiro, além de prêmios oferecidos pelos parceiros do evento, sendo R\$ 8 mil para o primeiro lugar; R\$ 6 mil para o segundo lugar e R\$ 3 mil para o terceiro, além de prêmios dos apoiadores. O projeto Lançado em 2009, o Concurso Moda Inclusiva estimula a originalidade, incentivando o mercado a desenvolver alternativas inovadoras e acessíveis. Ao longo das edições anteriores, o projeto se consolidou como um espaço de valorização do design inclusivo, promovendo a criação de peças ajustáveis que não apenas facilitam o cotidiano de pessoas com deficiência, mas também contribuem para superar barreiras e preconceitos sociais. Em nota, o secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, afirma que o concurso busca aproximar a indústria da moda das necessidades desse público. “As pessoas com deficiência representam um mercado consumidor de grande potencial para a moda e precisam ser integradas em todo processo criativo. O concurso mostra o quanto o setor têxtil pode ser uma ferramenta poderosa de inclusão e autonomia”, explica.