Há mais de 850 mil pessoas no sistema prisional brasileiro. O índice de reincidência após o cumprimento de penas chega a 40% em alguns estados (Reprodução) O terceiro encontro da edição deste ano do projeto ESG do Grupo Tribuna inovou ao adotar a estratégia de abordar os três pilares dessa política - o ambiental, o social e a governança - em um mesmo evento. Enquanto a primeira parte enfocou a questão da mudança climática, a segunda abordou um exemplo de iniciativa social apresentada pelo presidente do Instituto Ação pela Paz, Jayme Garfinkel. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com uma trajetória profissional dedicada ao mercado de seguros, Garfinkel possui uma série de títulos nessa área, além de ter estado à frente da Porto Seguro entre 1978 e 2019, empresa fundada por seu pai, Abrahão Garfinkel. Ele fundou o Instituto Ação pela Paz em 2015, entidade nascida de um questionamento que fez a si mesmo: “o que posso fazer de prático para ajudar?”. A questão das prisões o preocupava porque os egressos desse sistema não têm emprego depois de cumprirem suas penas. “Esse pessoal estará nas ruas conosco amanhã. Portanto, precisamos trabalhar para que não reincida. Embora não seja um tema fácil, é necessário”. Foi assim que nasceu o Instituto Ação Pela Paz, com encontros, diálogos e união entre pessoas e instituições interessadas na busca de soluções para diminuir a reincidência criminal ao buscar investimentos de recursos para ressocialização durante o tempo de pena. Menor reincidência “Desde que começamos, em 2015, acompanhamos 14.899 pessoas. Enquanto no Brasil a taxa de reincidência é de 42,5%, nesse nosso universo é de 15%, um indicador de que os projetos estão funcionando”. Entre essas iniciativas, Garfinkel citou a destinada a oficinas de música, em que esse recurso é utilizado como meio de desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas. “Um total de 401 pessoas foram atendidas em 16 unidades prisionais, com um custo de R\$ 9 mil por turma. O índice de não reincidência foi de 95%”. Outro projeto mencionado pelo executivo foi o voltado para o público prisional feminino, desenvolvendo competências nas áreas de beleza e estética. “Foram 488 pessoas atendidas em 12 unidades prisionais, ao custo de R\$ 3.300 por turma, e 90% não reincidiram”.