[[legacy_image_210678]] As três letras que compõem a sigla ESG (ambiental, social e governança, em português) devem fazer parte do ambiente de todos. De grandes corporações internacionais aos salões de beleza e borracharias. Cada um, no seu segmento, pode fazer a diferença. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Esta é a lição que fica do primeiro encontro do projeto Agenda ESG, realizado na tarde desta terça-feira (27) no auditório do Grupo Tribuna. Os debates, divididos em dois painéis, procuraram mostrar a importância crescente do tema no Brasil e no mundo, comandados pela gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna, Arminda Augusto, e pelo professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio da GO Associados, Gesner Oliveira. “O ESG afeta a todos. É um assunto que está na mesa dos executivos. A pandemia acelerou esse processo. A grande diferença é que a gente trouxe para a estratégia das empresas. Quando você faz isso, consegue criar valores”, explica Ricardo Assumpção, líder de ESG da EY Brasil na América Latina Sul . Ele sintetiza a necessidade de um olhar global para as práticas ESG. “Hoje, a gente precisa encontrar um equilíbrio no mundo. Se vai passar o ‘efeito ESG’? Pode ser que sim, mas só se a gente encontrar um outro planeta para morar”. Crescendo junto Gerente de Sustentabilidade da EcoRodovias, Moisés Basílio lembra que a ajuda a empresas menores, iniciantes no processo de ESG, é um dever e compromisso das maiores. “Estamos ajudando outras empresas a trilhar o caminho que já percorremos. As empresas menores formam uma cadeia com as maiores, numa relação ‘ganha-ganha”, define. Já a gerente de comunicação e sustentabilidade da Santos Brasil, Béatrice de Toledo Dupuy, lembrou que o êxito do ESG também ganha amparo nas relações com acionistas e clientes. “A cadeia, como um todo, está mais exigente. É um desafio diário atender à sociedade, fornecedores e clientes, além dos investidores. Se você não é uma empresa que se preocupa com ESG, tem muito a perder”. Meio ambiente segue como carro-chefeA preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade ainda predomina quando se fala em ESG. Mas pautas como inclusão e diversidade não podem ficar apenas na teoria, mas compartilhar de ações práticas, na opinião dos participantes das discussões promovidas no Agenda ESG. “Para questão social, temos uma estratégia junto às comunidades por onde passamos. Por serem 500 municípios, temos um levantamento interno, verificando alguns que são mais impactados. A atuação é voltada para elas. Criamos um instituto, voltado para a inclusão, para atuar junto a esses jovens e incluí-los no mercado de trabalho”, conta a coordenadora de ESG da Rumo, Thamirys Kozien. Já o gerente de sustentabilidade da América do Sul e diretor da Fundação Espaço EcoBasf, Rodolfo Walder Viana, explicou que as medidas de inclusão fazem parte da rotina da empresa. “A sociedade e as empresas querem avançar nessa agenda. Mas precisamos de mensuração, para saber onde queremos chegar nessa agenda social. Ela tem meta também, por exemplo, na contratação de grupos minoritários. Temos objetivos na contratação de mulheres, e de tê-las em posições de liderança. Também investimos na incorporação de pessoas negras e com deficiência”, descreve. O ESG aplicado à gestão pública esteve presente no debate de ontem. Monica Porto, head de ESG da Sabesp, admite que a posição da empresa – parte estatal, parte com capital aberto – ajuda nesse desenvolvimento. “O fato de a gente ter um pé em cada barco nos dá a oportunidade de, no setor público, ter uma atuação social bastante relevante (860 mil famílias com tarifas subsidiadas) e, por outro lado, ser cobrada por indicadores na bolsa, que nos dão posicionamento de governança estruturado”, pondera. Impressões Para o diretor comercial do Grupo Tribuna, Demetrio Amono, abraçar a discussão em torno do ESG é um exemplo de sintonia da empresa com as boas práticas. “Não é uma onda. Hoje, há métricas e indicadores, e poder trazer isso para o público em geral é muito importante, para que as pessoas entendam o papel desses pilares e mostrar para a população o impacto no dia a dia”, reforça.