(Imagem ilustrativa/FreePik) Aquele celular antigo esquecido na gaveta, a televisão quebrada e a geladeira que deixou de funcionar podem representar mais do que objetos sem utilidade. Quando descartados de maneira inadequada, esses equipamentos oferecem riscos ao meio ambiente e à saúde. No Brasil, são geradas cerca de 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, mas apenas 3% desse volume é formalmente coletado, segundo dados de 2022 da Global E-waste Statistics Partnership, iniciativa promovida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) e pelo Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (Unitar). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na Baixada Santista, os moradores contam com 201 pontos de recebimento distribuídos pelos nove municípios, segundo a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree). Os locais recebem desde pequenos aparelhos, como celulares e acessórios, até eletrodomésticos de grande porte, conforme a estrutura de cada estabelecimento. O gerente de Relações Institucionais da Abree, Fernando Rodrigues, explica que um dos principais erros dos consumidores é colocar equipamentos eletrônicos no lixo doméstico. Além do risco ambiental, essa prática impede que materiais valiosos sejam recuperados e reaproveitados pela indústria. Após a coleta, os equipamentos são encaminhados para processos que podem incluir desmontagem, separação de componentes e reciclagem. Metais, plásticos e vidros podem retornar à cadeia produtiva, reduzindo a necessidade de extração de recursos naturais. “A reciclagem de eletroeletrônicos contribui para reduzir a quantidade de resíduos destinados inadequadamente, diminuindo a pressão sobre os recursos naturais e recuperando matérias-primas que podem retornar às cadeias produtivas”, destaca Rodrigues. Entre 2021 e 2025, a Abree coletou 230,5 mil toneladas de resíduos eletroeletrônicos no País. O descarte nos pontos participantes do sistema é gratuito. Riscos à saúde O biólogo e professor da Etec de Cubatão André Fabiano de Castro Vicente alerta que pilhas, baterias e equipamentos eletrônicos podem conter substâncias perigosas, capazes de contaminar o solo e a água quando liberadas no ambiente. Entre elas estão chumbo e cádmio, além do risco de incêndio associado às baterias de lítio. O especialista orienta que pilhas usadas sejam armazenadas em recipientes fechados, longe de crianças e animais, até serem levadas aos locais de recebimento. No caso das baterias estufadas ou danificadas, a recomendação é interromper o uso, não perfurar nem tentar abrir o componente e procurar o fabricante ou uma assistência técnica para receber orientações de descarte seguro. Outro cuidado indispensável é proteger os dados pessoais. Antes de entregar celulares, tablets ou computadores, é importante apagar informações, sair das contas e retirar chips e cartões de memória. Para o professor, ampliar os pontos de coleta é fundamental, mas a mudança também depende da conscientização. “Eu, como professor e biólogo, considero fundamental ensinar que a responsabilidade de um produto continua depois que a gente utiliza”, afirma. A chamada logística reversa, prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal 12.305/ 2010) e regulamentada para eletroeletrônicos domésticos pelo Decreto Federal 10.240/2020, estabelece responsabilidades para fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes na coleta e destinação adequada dos produtos após o uso. (AdobeStock) Nova opção As agências dos Correios que oferecem o serviço Balcão do Cidadão passaram a receber este mês, gratuitamente, eletrônicos de pequeno porte, como celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido e cabos. Os equipamentos devem ser levados em uma caixa aberta, com peso total de até 30 quilos. Não é necessário agendamento. Pilhas, baterias e lâmpadas não são aceitas nessa modalidade. Passo a passo para descartar 1. Separe Não misture pilhas, baterias e equipamentos eletrônicos ao lixo doméstico ou à coleta seletiva convencional. 2. Proteja os dados Apague informações pessoais de celulares e computadores e retire chips e cartões. 3. Tenha cuidado Não abra, perfure ou comprima baterias estufadas ou danificadas. 4. Encontre um ponto Acesse abree.org.br, informe seu CEP e selecione o equipamento. 5. Confirme antes Verifique os horários, os materiais aceitos e as condições para receber aparelhos grandes. Onde descartar na Baixada Santista Os nove municípios da Baixada Santista possuem pontos de coleta de eletroeletrônicos, além de serviços específicos oferecidos pelas prefeituras. Santos O descarte pode ser feito em lojas do setor, pela logística reversa. Para eletrodomésticos grandes, o Cata-Treco oferece retirada gratuita em domicílio. Agendamento: 0800-621-5000. São Vicente A coleta ocorre em pontos cadastrados por instituições parceiras. Endereços para descarte de eletrônicos, eletrodomésticos, pilhas e baterias estão no site greeneletron.org.br. Praia Grande Há pontos nas Casas Bahia, Magazine Luiza, Casas Pernambucanas e Obramax. Os 24 ecopontos municipais não recebem eletrônicos. Uma campanha para recolher aparelhos, inclusive grandes, está prevista para 28 de novembro. Guarujá São 15 pontos vinculados à Abree, incluindo Casas Bahia, Magazine Luiza e Kalunga. É necessário confirmar os materiais aceitos. A Prefeitura estuda ampliar a rede. Cubatão Possui mais de 30 pontos, entre lojas, unidades de saúde e equipamentos públicos. Para aparelhos grandes, como televisores e geladeiras, a orientação é procurar a ABC Marbas: (13) 3361-3177. Bertioga Há pontos nas Casas Bahia (Av. Anchieta, 1.855), Magazine Luiza (Av. Anchieta, 2.136) e Supermercado Semar (Av. Anchieta, 2.141). Ecopontos também recebem eletrônicos. Cata-Treco pode ser agendado pelo (13) 3319-8035. Itanhaém Os ecopontos recebem eletrônicos e eletrodomésticos de qualquer tamanho, destinados à Coopersol Reciclando. Mongaguá A coleta ocorre na Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (Av. Gov. Mario Covas Jr., 648) e no Parque Ecológico A Tribuna (Av. Gov. Mario Covas Jr., 10.181). O Cata-Cata atende pelo (13) 3507-5755 ou WhatsApp (13) 97604-9145. Peruíbe Integra a rede da Abree. Endereços dos pontos e tipos de aparelhos aceitos podem ser consultados pelo CEP no site da associação: abree.org.br.