A governança corporativa estabelece a estrutura necessária para tomadas de decisão que não apenas asseguram viabilidade econômica, mas promovem a responsabilidade social e ambiental a longo prazo, diz especialista (FreePik) As práticas de governança corporativa nos preceitos ESG – em inglês, environmental, social and governance, que significam ambiental, social e governança – formam um pilar fundamental para a sustentabilidade a longo prazo de uma empresa, segundo o engenheiro e professor universitário Ivan Lima. Tudo integrando transparência, ética nos negócios, estrutura de liderança e gestão de riscos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Ao integrar tudo isso, as organizações não apenas fortalecem sua posição no mercado, mas também contribuem significativamente para um futuro empresarial mais sustentável e ético, alinhado aos princípios ESG. Investir em práticas de governança robustas não é apenas uma decisão estratégica, mas uma responsabilidade essencial para empresas que desejam prosperar e impactar positivamente suas comunidades e o meio ambiente, de maneira transformadora e positiva toda a sociedade”, afirma o também presidente do Lide Equidade Racial e CEO da IRL Consult. O motivo é que a governança corporativa, observa Lima, estabelece a estrutura necessária para tomadas de decisão que não apenas asseguram a viabilidade econômica, mas também promovem a responsabilidade social e ambiental a longo prazo. A transparência envolve a divulgação clara e precisa de informações. “Ela é crucial para construir confiança com stakeholders (pessoas ou grupos que são afetados pelas ações de um projeto, empresa ou negócio), facilitando a captação de recursos e o suporte público à empresa”, explica. Dentro disso, práticas éticas são essenciais para manter relações comerciais justas e sustentáveis, preservando a reputação da empresa e mitigando riscos associados a comportamentos antiéticos. Uma liderança sólida, salienta o engenheiro e professor universitário, estabelece uma cultura organizacional de integridade e responsabilidade. “Isso orienta a implementação de estratégias alinhadas com os valores de sustentabilidade”, completa. Identificar e gerenciar riscos de forma eficaz protege a empresa contra ameaças internas e externas, garantindo sua resiliência e continuidade operacional. Para implementar um bom processo de governança corporativa, é necessário seguir uma série de passos estruturados, assegurando que as práticas e princípios fundamentais sejam aplicados de forma eficaz, segundo a consultora sênior da GO Associados para Antitrust, Compliance e Diversidade, Maria Cecília Andrade. “Importante ter uma estrutura de governança robusta, com papéis bem definidos e membros qualificados e com independência. Transparência e prestação de contas são princípios básicos, uma área de compliance/integridade independente e com orçamento para executar suas funções, além de uma gestão de riscos e controles internos eficiente”, complementa. Princípios A união dessas práticas contribuem para a expansão e a situação financeira da empresa, mediante três princípios. Um é a atração de investidores. “Empresas com governança sólida são vistas como investimentos mais seguros e atraem investidores que valorizam práticas sustentáveis e éticas”, afirma Lima. Crescimento sustentável é outro. “A implementação de governança corporativa eficaz promove um crescimento sustentável, mitigando riscos e aproveitando oportunidades de mercado de maneira responsável", define. A resiliência a crises é o terceiro. “Uma estrutura bem definida de governança ajuda a empresa a navegar por crises com maior eficiência, protegendo sua reputação e garantindo a continuidade operacional”, finaliza.