Pesquisa e criatividade foram a tônica das redações escolhidas no 19º Câmera Educação, prêmio da TV Tribuna, entregue ontem no Grupo Tribuna. Pela comissão julgadora, o vencedor foi Lucas Bittante Albino Scheer, de 14 anos, do Colégio Jean Piaget, de Santos. Pelo voto popular, Beatriz Muniz de Brito, de 15 anos, da Escola Municipal Profª Maria Nilza da Silva Romão, de Praia Grande. Foram mais de 155 mil votos recebidos pelo projeto. Cada ganhador recebeu um smartphone, um troféu e uma placa. Cada professor recebeu um Kindle, para leitura de livros digitais. As diretoras, um troféu para suas escolas. O tema escolhido foi Como Será a Divulgação de Notícias no Futuro?, a partir da celebração dos 130 anos de A Tribuna. Foram 78 redações de colégios da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. “Temos vários eventos, mas este é o nosso queridinho. Temos que ter criatividade. O mundo e as oportunidades estão aí. Parabéns aos que ganharam e a todos que participaram. É uma experiência bacana e muito rica”, afirma o diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, que entregou os prêmios. “Estou muito feliz e orgulhosa com o projeto”, diz a gerente de programação da TV Tribuna, Renata Neto. Informação Com o título A Nova Realidade da Informação, o texto de Lucas, que mora no Boqueirão, em Santos, descreve o mundo daqui a 130 anos no aspecto da informação, a partir de dois personagens. “Se hoje já é complicado para descobrir o que é ou não fake news, pensamos em como seria no futuro: algo muito mais difícil e manipulável”, detalha. A mãe, Ana Letícia Bittante Albino, médica otorrinolaringologista, incentivou a participação de Lucas, seu único filho. “A gente sempre valorizou a leitura em casa. E ele sempre foi muito interessado.” A redação de Beatriz, que mora na Vila Sônia, em Praia Grande, chamou-se Do Verbo ao Virtual, contando desde o início da comunicação e de olho no futuro, valorizando a apuração das informações contra as fake news. “Gosto de escrever e acho incrível a profissão de jornalista. Tem uma importância muito grande”. A mãe, Joyce Brito, cabeleireira, disse que Beatriz é a mais velha de seus quatro filhos. “Eu gostava muito de Língua Portuguesa quando era criança e, na minha época, não tinha essa oportunidade. Agora, tem para ela.” Futuro O diretor de Conteúdo do Grupo Tribuna, Alexandre Lopes, citou o poder do Câmera Educação em transformar vidas. “A gente conhece vencedores de outras edições que seguiram carreira e viraram escritores ou referências nas áreas deles.” Gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna, Arminda Augusto afirmou que “as linhas entre a atividade de jornalismo e de comunicação com o que os professores e os diretores das escolas fazem nunca estiveram tão próximos”. O trabalho nas escolas Concorremos com várias (escolas),tanto públicas quanto particulares, e a principal mensagem que a gente tem para passar é que podemos, sim, competir de igual para igual”. Marcela Rangel, diretora da Escola Municipal Profa Maria Nilza da Silva Romão “Foi bem fácil trabalhar com eles. Todos se envolveram e pesquisaram, com uma adesão muito grande, e a Beatriz sobressaiu”. Adilson Cruz Gomes da Silva, professor de Língua Portuguesa da Escola Municipal Profa Maria Nilza da Silva Romão “É algo que fazemos o ano todo, essa questão da escrita e de buscar informações, de fazer com que a inteligência artificial seja um subsídio, e não, o efetivo. E nós fizemos outro movimento: o celular já não é mais utilizado desde o início do ano”. Cláudia Cristóvão Araújo Gonçalves, diretora de unidade de Ensino Fundamental 2 do Jean Piaget “Eles (os alunos) já estão acostumados a fazer uma produção textual por semana. Então eles estavam bem alinhados. Interferi pouquíssimo, apenas nesse caminho da pesquisa, pois a função do professor é guiar seu aluno”. Tayla Guidri Alves de Souza, professora de Redação do colégio Jean Piaget