[[legacy_image_223353]] Chance não é algo que se encontra nas gôndolas do Supermercado Varandas, em Santos, nem em qualquer outro. Mas é possível observar este foco em duas das quatro unidades: uma na Avenida Pinheiro Machado, no Campo Grande, e a outra na Avenida Moura Ribeiro, no Marapé. O motivo é que há oito pessoas com deficiência como funcionários, sendo quatro em cada estabelecimento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Buscamos cumprir, já que é uma legislação, mas encaramos (essas contratações) como oportunidades”, afirma Hélio José dos Santos, gerente de RH. De acordo com a Lei 8213 de 1991, empresas com mais de 100 funcionários precisam destinar de 2% a 5% de suas vagas para pessoas com deficiência. O trabalho começou em maio de 2016, com três integrantes, em parceria com a Apae de São Vicente. “Quando nós começamos, nosso primeiro e maior desafio foi, de fato, a inclusão porque nossa equipe não estava preparada para pessoas com algum tipo de deficiência. A segunda etapa foi encaixá-los em algum setor, em alguma atividade onde conseguiram desempenhar o trabalho. E isso acabou acontecendo de forma natural”, conta Hélio. Há pessoas com deficiência no empacotamento, na reposição e na padaria, por exemplo. “Como a nossa parte do escritório fica no Marapé, a gente costuma aloca-los bem próximos – no caso, nas unidades do Canal 1 e do Marapé. Até porque, em caso de qualquer necessidade, o RH está bem próximo e podemos dar um suporte”, explica o gerente do RH. CrescimentoA intenção do Supermercado Varandas é aumentar a quantidade de colaboradores com deficiência, mas Hélio lembra que a procura não é muito grande e, aliado a isso, está a preparação para o mercado de trabalho. “Por isso a parceria com a Apae ajuda bastante nesse sentido. Os jovens que são encaminhados para a gente, sempre que a gente tem necessidade, estão preparados para o mercado de trabalho. Porque cumprir a lei é fácil: você pega o jovem com qualquer deficiência e coloca lá. Mas há a preocupação com o próprio jovem, se ele está conseguindo desenvolver o trabalho e ter o convívio social que é importante”, comenta Hélio.