[[legacy_image_225823]] O Selo Metropolitano de Turismo na Baixada Santista está prestes a ser homologado. Para começar a funcionar, a plataforma on-line, que teve projeto desenvolvido pela Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) e está pronta, depende do aval do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Não há data. Nós vamos ter uma reunião do GPDR (Grupo de Planejamento e Desenvolvimento Regional) e esse encontro vai ser amanhã (hoje) à tarde. Aí, vai ser colocado em pauta para ser apresentado ou não no dia 13 (de dezembro) no Condesb”, afirma Milton Gonçalves, diretor-executivo da Agem. Gonçalves foi um dos convidados do fórum A Região em Pauta, realizado ontem no auditório do Grupo Tribuna. A apresentação ocorreu no segundo painel. A exemplo do anterior, teve mediação da gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna, Arminda Augusto. Um caderno será publicado na edição de domingo de A Tribuna, ampliando o debate. [[legacy_image_225756]] Discussão antiga A criação do Selo Metropolitano foi aprovada em 26 de outubro do ano passado pelo Condesb. Desde então, houve discussões na Câmara Temática de Turismo da Agem com os secretários da área das nove cidades da região, em contato com os prefeitos. O debate, no entanto, é bem mais antigo, datando de quase duas décadas. A plataforma permite o cadastro de agências, de veículos e de roteiros, com aprovação de cada uma das cidades envolvidas. Entre os detalhes estão número de pessoas e local de hospedagem, permitindo mais do que disciplina a todo esse processo. “Isso alavanca não só o turismo, como a economia, trazendo pessoas que vêm gastar na região. Claro que os municípios vão perder um pouco de arrecadação. Só Santos não cobra taxa de acesso desses veículos. Os outros vão ter que mandar projeto de lei para suas Câmaras para extinguirem porque, dando o selo metropolitano, o custo é zero”, explica Gonçalves. Presidente da Associação dos Profissionais de Turismo da Baixada Santista, Eduardo Silveira, também presente no evento, comemorou a iniciativa tão aguardada, mas lamentou que não estivesse pronta para a atual temporada de verão, já em curso. Sanovicz: além de natureza, o marketingA experiência do santista Eduardo Sanovicz, ex-presidente da Embratur, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e um dos convidados do fórum A Região em Pauta, baseia seu diagnóstico do turismo local além da temporada de verão. “Um pedaço do trabalho quem faz é o sol, e o outro, o mar. Precisa estar tudo funcionando. O desafio é encher hotel em uma noite de quinta de maio ou em uma terça de setembro. E isso não se faz só com atrativos naturais. É necessário um plano de promoção de marketing”, afirma. Willians Lopes, diretor-geral da Unidade de Negócios da GL Events Brasil e responsável pelo centro de convenções de Santos, não pode reclamar. Enquanto estava no evento, o local abrigava o Congresso Latino-Americano de Portos (leia mais na página A-3). E, justamente, numa terça. “Isso ratifica o que disse o professor (Eduardo Sanovicz) e provoca ainda mais infraestrutura para que nossos turistas de negócios fiquem mais e voltem mais para Santos”, afirma. Com a ajuda da Secretaria de Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo de Santos e do Santos Convention & Visitors Bureau (que também tinham representantes no fórum), a intenção é pôr a Cidade no rumo desses turistas novamente. “Realizamos mais de 20 eventos e temos mais de 30 confirmados para 2023. (...) A quantidade de eventos confirmados é satisfatória, mas nosso objetivo é que Santos seja a melhor parte. Quem desembarca em Congonhas (aeroporto na Capital) chega mais fácil a Santos do que a um centro de eventos na Zona Norte de São Paulo”, comenta.