[[legacy_image_226464]] Falta pouco para o Selo Metropolitano de Turismo na Baixada Santista ser homologado. Mas, no entanto, não será na atual temporada de verão. Para começar a funcionar, a plataforma on-line, que está pronta e teve projeto desenvolvido pela Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), depende do aval do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A expectativa era que o assunto entrasse na pauta para ser apresentado no dia 13. Na reunião do GPDR (Grupo de Planejamento de Desenvolvimento Regional), realizada na tarde da última quarta-feira (30), isso não aconteceu. A transição no governo do Estado (Tarcísio Gomes de Freitas, do Republicanos, toma posse em 1 de janeiro) e a extinção da Secretaria de Desenvolvimento Regional, que deverá dividir as atribuições da pasta entre as secretarias de Governo e Casa Civil, foram lembradas como empecilhos. Com isso, o assunto deve voltar à baila só em meados de fevereiro. A taxa cobrada pela maioria dos municípios da Baixada Santista para a entrada desses veículos de turismo – só Santos não faz isso – é outro aspecto a ser equacionado, pois envolve promulgação de lei que irá gerar perda de arrecadação. “Isso (o Selo Metropolitano) alavanca não só o turismo, como a economia, trazendo pessoas que vêm gastar na região. Claro que os municípios vão perder um pouco de arrecadação. Vão ter que mandar projeto de lei para suas Câmara para extinguirem porque, dando o Selo Metropolitano, o custo é zero”, explica Milton Gonçalves, diretor-executivo da Agem. Ele foi um dos convidados do fórum A Região em Pauta. A apresentação ocorreu no segundo painel. Discussão antiga A criação do Selo Metropolitano foi aprovada em 26 de outubro do ano passado pelo Condesb. Desde então, houve discussões na Câmara Temática de Turismo da Agem com os secretários da área das nove cidades da região, em contato com os prefeitos. O debate, no entanto, é bem mais antigo, datando de quase duas décadas. A plataforma permite o cadastro de agências, de veículos e de roteiros, com aprovação de cada uma das cidades envolvidas. Entre os detalhes, estão número de pessoas e local de hospedagem, permitindo mais do que disciplina a todo esse processo. “Fizemos nossa parte. Quando isso acontecer, vamos ter um divisor de águas para que possamos, de uma vez por todas, trazer os turistas de qualquer lugar do Brasil para conhecerem as maravilhas da região”, observa Gonçalves. Ação Prefeita de Praia Grande e presidente do Condesb, Raquel Chini falou a respeito do Selo Metropolitano de Turismo. “Há cerca de 20 anos discute-se o assunto, e atualmente os representantes indicados pelos prefeitos acabam não tendo acesso aos mesmos para explanar este assunto. Antes de ser enviado para o Condesb é preciso que haja uma conversa com os prefeitos para que eles estudem, se atualizem sobre o assunto e equalizem suas legislações para o efetivo funcionamento. É preciso entender as peculiaridades turísticas de cada cidade, bem como sua capacidade de recepção turística hoteleira, de qualificação profissional e de infraestrutura. Um roteiro turístico explorando de forma positiva e sustentável o que há de melhor no turismo de cada cidade será maravilhoso. O Selo é importante para nossa região, mas é preciso ir além do plano, é necessária ação para que seja executado".