[[legacy_image_294083]] O noticiário das últimas semanas tem mostrado a Baixada Santista cheia de policiais, bem como centenas de prisões e mortes em confrontos entre agentes da lei e supostos criminosos. Estas cenas reforçam uma ideia comum de que a gestão pública deve combater a violência e garantir “a paz”. No entanto, a responsabilidade não é somente daqueles que estão investidos de poder, como lembrou o secretário de Defesa e Organização Social de São Vicente, Silvio Damaceno. “Invoco a Constituição Federal, que diz que a segurança é dever do Estado e obrigação de todos”, afirmou ainda nos primeiros momentos da sétima edição de 2023 do projeto A Região em Pauta. A fala foi replicada no fim do evento, sendo dita pelo capitão Leonardo Augusto de Assis Fernandes, comandante da 3ª Companhia do 6º BPMI. Conceito repetido durante todo o fórum, cujo tema foi Segurança Pública, cada ente da sociedade tem sua parte a cumprir. Desde uma vizinhança que se ajuda na prevenção de crimes às maiores instâncias políticas, que possuem condições, por exemplo, de criar leis. Segundo especialistas presentes ao encontro, é necessário mexer na legislação, inclusive nas penas, tendo em vista a recuperação de pessoas que partiram para uma vida no crime. “O sistema prisional tem de ser revisto. Há países que estão abolindo alguns tipos de pena para delitos considerados menores, por entenderem que isto beneficia a recuperação da pessoa e é mais barato para o estado”, disse o secretário de Segurança de Santos, Sérgio Del Bel. Claro que saídas como esta são polêmicas, principalmente em uma nação na qual existem aqueles que defendem “pena de morte ou prisão perpétua”, como destacou o deputado federal Delegado Da Cunha (PP). Contudo, um fato não tem discussão: como disse Del Bel, é preciso adotar medidas que possam “aumentar a sensação de segurança”. Enquanto todos esperam avanços e uma proximidade maior entre as esferas municipal, estadual e federal do poder, os gestores seguem montando operações, forças-tarefas e apostando na política, para construírem soluções. E isto tendo claro um pensamento: “Toda pessoa que morre é sensação de fracasso”, como destacou a secretária de Defesa e Convivência Social de Guarujá, Valéria Amorim. Além disso, mais uma coisa é necessária, como reforçou o secretário de Segurança de Praia Grande, Marcos Barbosa Craveiro. “Devemos ter empatia com nosso público, com as pessoas que nos procuram com problemas”. E os problemas não são poucos.