[[legacy_image_278326]] As cidades de Santos e Praia Grande vêm investindo em ações sustentáveis. A primeira, entre outras coisas, atua com plantio de espécies de Mata Atlântica e tem trabalhos focados em encostas, enquanto Praia Grande age para descarbonizar a frota destinada ao transporte público. Tais medidas foram premiadas recentemente. O secretário santista de Meio Ambiente, Marcos Libório, citou medidas adotadas pela administração local. Ele deu alguns detalhes do Plano Municipal da Mata Atlântica, que ficou na primeira posição na categoria eixo meio ambiente do Prêmio Cidades Sustentáveis, promovido pelo Instituto Cidades Sustentáveis. O município concorreu com localidades de todo o Brasil. “Criamos a ação de adaptação baseada em ecossistemas no Monte Serrat. É a única ação em morro do Brasil, com restauração de áreas relevantes de vegetação, para aumentar a proteção contra deslizamentos, que são frequentes em nossa costa. Temos investido quase R\$ 100 milhões em contenção de encostas. Hoje, muitas obras acontecem. São 12 em oito morros em Santos”, pontuou. Dentre os serviços executados nas encostas, está o plantio de mudas de árvores. “Desde 2017, só usamos espécies nativas da Mata Atlântica nos replantios. Desde 2019, 50% dos plantios são feitos nas encostas”. Libório apontou mais iniciativas planejadas. “Estamos falando em reforçar corredores ecológicos, proteção hídrica dessas áreas, identificar nascentes e limpeza de galerias e escadas”. VeículosA administração de Praia Grande concorreu ao mesmo prêmio do instituto e ficou na terceira posição. O destaque da cidade foi o programa de descarbonização da frota de ônibus. “A indústria evoluiu muito e chegou a uma tecnologia satisfatória no ponto de vista ambiental, sem necessariamente ter a eletromobilidade acoplada a isso. Hoje, 100% dos nossos veículos (83 ônibus e mais a reserva técnica) são movidos a biodiesel. Ouvimos (falar) de elétricos, mas não podemos esquecer da excelência brasileira em etanol e biodiesel”, ressaltou o secretário de Transporte local, Leandro Avelino. Tarifa zero inviávelEm busca de reduzir o número de veículos em circulação, diminuindo a emissão de poluentes, algumas cidades do Brasil incentivam o uso do transporte público, oferecendo o serviço de forma gratuita. Especialista na área, o secretário praia-grandense Leandro Avelino foi questionado sobre esta política pública. Ele aprovou a medida, mas deixou claro: o município não consegue arcar com os custos desta iniciativa. A fim de embasar sua colocação, o especialista usou o exemplo de uma cidade cearense. “Vi a experiência de Caucaia. Quando a tarifa zero se tornou política pública, a estimativa (da prefeitura) era gastar, por mês, algo entre R\$ 1,5 milhão e R\$ 2 milhões. Aí, começou a operação. Com 3 meses, o aporte estava em R\$ 3,5 milhões”. Avelino disse que a implantação desta ação dependeria de recursos do governo federal. “Não dá para o município, sozinho, pagar esta conta. A União tem de entrar”.