[[legacy_image_251223]] Se convidados do fórum discordaram sobre o salário como fator motivador para que jovens não escolham a carreira docente, o mesmo não se viu quando o debate partiu para a importância que a sociedade dá ao professor. A presidente do Semesp, entidade que reúne mantenedoras e instituições responsáveis por estabelecimentos de Ensino Superior do Brasil, e da Universidade Santa Cecília, Lúcia Teixeira, e o dirigente de ensino da rede estadual de Santos, João Bosco Guimarães, chegaram à mesma conclusão: a profissão não é valorizada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Conforme o educador, o modo como a carreira é vista e comparada a outras evidencia como a área é tratada. “Há muito glamour quando digo que meu filho é médico, advogado ou engenheiro, mas não falo com a boca cheia que meu filho ou filha é professor ou professora. Poucos falam isso”. Lúcia também entende que as pessoas mais próximas àqueles que vão iniciar uma trajetória profissional desencorajam seus filhos ou parentes, a fim de que não partam para uma vida em sala de aula. “Os jovens não são estimulados. Se falar que quer ser professor, sua família vai incentivá-lo ou vai falar para ser de TI (Tecnologia da Informação)?”, ponderou. Avançando em suas considerações, Bosco disse que a desvalorização não atinge só a função do professor, mas a Educação como um todo. “Eu sinto que, em outros países, a Educação está à frente dos governantes e da população. Aqui, isso é meio diluído. As pessoas dão valor, mas, na prática, não acontece”, declarou. “Professor universitário é mais valorizado” Quando Lúcia Teixeira abordou a valorização da função do professor, ou a falta dela, referiu-se ao docente da Educação Básica. Tanto é que a presidente do Semesp, entidade que reúne mantenedoras e instituições responsáveis por estabelecimentos de Ensino Superior do Brasil, e da Universidade Santa Cecília fez uma ressalva. “O professor universitário é mais valorizado. A questão é o da escola básica, que é quem dá a formação que vai pela vida inteira. Todos lembramos dos professores da escola básica, dos que nos marcaram e ensinaram a persistir e ir adiante. Então, há uma inversão e é aí que o trabalho tem de ser feito. É de recuperação da valorização deste profissional em termos de sociedade”.