[[legacy_image_204507]] A conexão entre o antigo e o novo está na veia da jornalista Raquel Pellegrini, experiente no audiovisual da Baixada Santista, especialmente em Santos, ao formar gerações de jovens que atuam nas mais diversas áreas do setor. O motivo dessa ligação entre palavras começa pelo estilo do audiovisual e do cinema caiçara. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Existe a necessidade de se falar sobre coisas da nossa realidade não apenas nos documentários, mas também nas ficções. Justamente as questões que são mais complicadas para se tratar no dia a dia, muitas vezes por conta, infelizmente, da ignorância de muitos, mas que o cinema faz com que isso se torne realidade”, afirma a assessora técnica da Secretaria de Cultura de Santos. Por sinal, Santos foi a primeira a ter o selo de Cidade Criativa do Cinema na América Latina, em reconhecimento às políticas públicas de apoio ao setor. Temas Dentro desse ponto, estão as questões sociais, de gênero e dos jovens. Em outro prisma, igualmente importante, encontra-se o resgate da memória. Tudo isso acaba se juntando em algumas ocasiões, transformando-se em um autêntico caldeirão cultural. “Em Santos, os documentários além desse viés social contemplam um resgate da memória. Acho que isso é muito importante. São gerações que não conhecem nossa história”, diz a jornalista. Dentro dessa linha, Raquel sugere que aconteça essa descoberta para alguns e redescoberta para outros, trazendo à tona a memória desses locais, por intermédio do investimento na produção de documentários. “Assim, a gente pode conhecer, por exemplo, a história de Mongaguá ou de Peruíbe, mas não só aquilo que nos chega, porém que isso se torne uma coisa pujante”, sugere. Nesse fio, um trabalho para o Conselho do Samba de Santos está sendo feito. “São alunos. A gente tem que trabalhar essa renovação e ela está justamente nessa galera nova, que tem uma outra perspectiva de vida e de diversidade. Eles são muito mais centrados e conectados com o mundo de hoje do que a gente. Então a gente precisa ouvi-los”, afirma. Formação Além do investimento nos fazedores de cultura, Raquel Pellegrini também lembra que é necessário formar público, o que ela considera mais difícil. “O teatro às vezes não é tão acessível. Se o teatro não vai até o lugar, é muito difícil por conta do transporte e de levar pessoas. Com o cinema era a mesma coisa. Hoje a gente tem as salas públicas. São seis. Mas é uma realidade de Santos. Precisamos tentar replicar”, explica. Raquel valoriza o trabalho do Instituto Querô, que oferece oficinas gratuitas de audiovisual para jovens. Ela é tutora da formação de documentários com esses jovens. “Há alunos da rede estadual, mas de todas as cidades da Baixada Santista. Só que temos diária limitada pelo trajeto de volta desses jovens para casa. Não podemos fazer uma diária até 6 da tarde. É necessário que seja mais curta para que os jovens possam pegar condução para suas casas, que às vezes demora duas horas”, detalha – mais sobre mobilidade e cultura na página D-6.