[[legacy_image_99383]] O aumento da população da Baixada Santista estimulou um fluxo migratório, também estimulado pelas condições econômicas. Com a perda de poder aquisitivo, não foram poucas as pessoas que deixaram sobretudo Santos, em direção a outras cidades, para recomeçar a vida. Um dos focos é Praia Grande, como observa seu ex-prefeito por cinco mandatos. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “A população está vivendo mais. Automaticamente, em cidades como Santos e São Vicente, as pessoas têm filhos e têm netos. As pessoas que foram para Praia Grande, assim como Mongaguá e Itanhaém, ou para Bertioga, são pessoas que moravam ali. Essa população tinha que morar em algum lugar. E quem foi para estas cidades tem uma ligação muito próxima com os pais e avós”, observa. A oferta de empregos passa, mais uma vez, pela questão da mobilidade. “A gente precisa gerar emprego em outros locais para essa população. Se a gente não fizer a lição de casa com mais velocidade, avançando nessa questão, vamos criar estresse”, alerta, Idosos Presidente do Condesb, o prefeito santista Rogério Santos lembra outra característica da nossa região: a grande quantidade de habitantes acima dos 60 anos. Para ele, essa parcela da população deve ser bem assistida e, sobretudo, estimulada. “Eles fazem parte dos planos da nossa região, sim. E é importante, não só na saúde, mas na questão do envelhecimento produtivo. As pessoas estão se aposentando mais velhas e continuam produzindo. Isso reflete na questão cultural, na questão do lazer, na própria capacitação das pessoas da chamada Melhor Idade”, explica. Um cuidado extra, na visão do chefe do Executivo santista, recai sobre a questão da renda dessas pessoas. “Sabemos do problema previdenciário que temos no Brasil. A aposentadoria não garante o futuro, o que leva as pessoas mais velhas, às vezes já aposentadas, à busca de novas oportunidades. É investir na capacitação, geração de emprego, mas sem esquecer a questão social, lazer e cultura. O envelhecimento da população é algo positivo, reflexo de qualidade de vida. A Baixada já tem uma proporção de pessoas idosas acima da média do Estado, o que mostra que a região está indo bem neste aspecto”, diz.