[[legacy_image_301030]] Muitas empresas vêm traçando metas para aumentar a presença de mulheres e negros em seus quadros de colaboradores. A ideia é que, nos próximos anos, haja uma crescimento percentual destes grupos, tanto em funções gerais quanto em chefias. Já existem ações em curso para que o objetivo seja alcançado. A B3, por exemplo, lançou um anexo dirigido às organizações listadas na bolsa. A ideia deste documento é promover um movimento que incentive as companhias a levarem a diversidade aos cargos de gestão e direção. “Todas as empresas listadas e que pretendem listar devem ter uma mulher em cargo de conselho até 2025, além de um indivíduo de outro grupo sub-representado, seja negro, pessoa com deficiência (PCD) ou LGBT, até 2026”, informou o coordenador de Diversidade e Inclusão da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), Alexandre Kiyohara. Por sua vez, a EcoRodovias decidiu estabelecer um patamar maior, como revelou a coordenadora de Cultura e Diversidade da companhia, Débora Toti. “Um processo qualitativo bem feito vai gerar um quantitativo — tem que gerar. Então, assumimos o compromisso de, em 2030, termos ou mantermos 50% de mulheres na empresa e chegarmos a 50% na liderança — agora, são 32%. Queremos chegar a 35% de líderes negros”. Vale destacar que o objetivo da empresa, com relação ao público feminino, vai ao encontro de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU). A entidade tem um projeto chamado Equidade é Prioridade, que estabelece que, até o fim de 2025, haja 30% de mulheres em cargos de alta liderança e, opcionalmente, 50% cinco anos depois. A ONU, no mês passado, também assinou uma carta que incentiva o aumento da diversidade racial nas corporações. O documento prevê que as companhias que concordarem com o manifesto assumam a meta de ter 50% de pessoas pretas em seus mais altos cargos até 2030. Débora Toti assegurou que este é, sim, um desejo da EcoRodovias. No entanto, ela admite que essa tarefa não é simples. Há obstáculos a serem superados. “O desafio é maior com os negros. Ano passado, tínhamos 22% (de líderes negros) e, agora, está em 24%”, citou a coordenadora da empresa.