[[legacy_image_80570]] A análise da situação do Polo Industrial de Cubatão ganha contornos mais claros quando é traduzida em números. Levantamento do Data Center Brasil, com exclusividade para A Tribuna, indica algumas características, como a perda de vagas, especialmente entre 2010 e 2019, e seus impactos, bem como a queda do Valor Adicionado Fiscal do ICMS de Cubatão, nos últimos 20 anos, que provocou diminuição da arrecadação do ICMS, que supera a receita de R\$ 300 milhões por ano. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_OHcXtE5M-EQ]] Os dados mostram ainda o peso da indústria cubatense na economia do Estado de São Paulo. Em Cubatão, a indústria responde por 38,24% da mão de obra empregada e por 52,65% da massa salarial. No Estado de SP o setor industrial abriga 17,20% do pessoal empregado e 19,40% da massa salarial. Um expoente dessa importância está na Refinaria Presidente Bernardes. A unidade da Petrobras na região possui produção anual superior a 52 milhões de barris, o que representa cerca de 9% da capacidade nacional de refino e 20% do volume processado nas refinarias do Estado. Retração de empregos e salários A retração da atividade industrial em Cubatão verificada na última década gerou uma perda de massa salarial, em termos atualizados, de R\$ 1,5 bilhão, sendo R\$ 652,5 milhões apenas no próprio setor da indústria. Dados apurados na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2010 e 2019 (a última divulgada até agora) indicam uma queda geral de 18.771 empregos formais neste período, sendo 4.882 vagas na área industrial. A redução de vagas industriais neste período de análise atingiu principalmente o setor de metalurgia, com a retração de 3.341 empregos, mas também alcançou a área de produtos químicos (-238) e de derivados de petróleo (-370). O comportamento negativo da indústria também ocorreu no contexto estadual, com a diminuição de 408 mil empregos. No período entre 2010 e 2020, o desempenho da economia de Cubatão medido pela variação do Valor Adicionado do ICMS foi melhor do que o verificado na média do Estado. Na cidade, ele saltou de R\$ 9,5 bilhões para R\$ 17 bilhões, ou 78%, contra uma variação paulista de apenas 67,4% (de R\$ 708 bilhões para R\$ 1,187 trilhão. Em 2010, Cubatão gerava um Valor Adicionado equivalente a 1,35% do Estado, e, no ano passado, esta representatividade saltou para 1,43%. Nas duas últimas décadas, a melhor performance cubatense no contexto estadual ocorreu em 2002, época em que a economia de Cubatão chegou a representar 2,75% do movimento econômico de São Paulo. Se considerarmos o resultado financeiro daquele exercício fiscal, pode-se dizer que a receita anual do ICMS de Cubatão, duas décadas depois, caiu por volta de R\$ 300 milhões. Além disso, em termos de contingente empregado, Cubatão ocupava, em 2010, a 40ª colocação no Estado, mas agora ocupa apenas o 78º lugar. Refinaria O nível de refino anual produzido pela Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), de Cubatão, vem exibindo uma performance estável - na última década, a média está em torno de 9% da produção nacional e de 20% do movimento paulista. A capacidade de refino diária é de 179.184 barris, ocupando apenas a sétima posição no rol das refinarias brasileiras. Nos últimos dez anos, a capacidade média de refino da RPBC atingiu o patamar médio de 55,7 milhões de barris de petróleo/ano, o que demonstra que ainda pode elevar seu potencial instalado em mais 10 milhões de barris por ano.