[[legacy_image_211824]] Os dados estão no cerne do trabalho da Rede Nossa SP, formalizada na figura jurídica do Instituto Cidades Sustentáveis, da Capital. Trata-se de uma organização da sociedade civil que tem por missão mobilizar diversos segmentos da sociedade para, em parceria com instituições públicas e privadas, construir e se comprometer com uma agenda e um conjunto de metas, articular e promover ações, visando uma cidade de São Paulo justa, democrática e sustentável. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Utilizamos bastante a questão dos dados de pesquisas para falar dessa disparidade que temos na nossa sociedade. A partir dessas movimentações, a gente alcança uma série de conquistas”, afirma Paloma Lima, pós-graduanda em Data Science e Analytics, graduada em Gestão de Políticas Públicas pela USP e assistente de projetos da Rede Nossa SP. Uma das mais importantes é o Plano de Metas, de modo a cobrar o Poder Executivo para que coloque em prática o que é prometido na época da campanha eleitoral – instrumento que a entidade conseguiu aprovar na Lei Orgânica do município de São Paulo. “Depois de 90 dias que o eleito assume o mandato, que ele cumpra as metas apresentadas para os quatro anos de governo, mas que elas sejam definidas de forma participativa, organizando os conselhos regionais da cidade, trazendo também as demandas da sociedade para falar o que é prioridade para a população daquele território”, detalha Paloma. InstrumentalizaçãoA estratégia da Rede Nossa SP não é ir às comunidades para ouvir as demandas. Com os números em mãos, a visita será possível para fornecer subsídios à população, formando o Mapa da Desigualdade de São Paulo, em um trabalho de formiguinha feito desde 2007, para a constituição de um orçamento regionalizado com menos distorções. “Usamos os dados públicos, comparando os distritos da cidade e seus indicadores, para avaliar qual deve ser priorizado. Quando a gente faz esse produto, a gente vai às regiões periféricas, associações e vários grupos de participação para mostrar exatamente essa questão dos dados e da desigualdade, para que as pessoas se instrumentalizem dessa informação, consigam olhar para os números e falar para o Poder Público que isso ou aquilo é uma prioridade, mas não porque ela acha e, sim, porque os dados estão mostrando”, detalha a assistente de projetos.