[[legacy_image_211819]] A origem da palavra cidadania é bem antiga. Ela vem do latim ‘civitas’, que significa cidade. Na Grécia Antiga, considerava-se cidadão aquele nascido em terras gregas. Já em Roma, a palavra cidadania era utilizada para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Juridicamente falando, cidadão é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado. Usando um conceito mais amplo, cidadania quer dizer a qualidade de ser cidadão e, consequentemente, sujeito de direitos e deveres. Em meio às definições, conceitos que ampliam o termo surgem de envolvidos diretamente com esse processo. “Tenho uma frase que eu gosto e uso muito para identificar esse conceito da cidadania, que é direitos adquiridos a partir de deveres cumpridos. Quando a gente pensa em cidadania, a gente só pensa nos nossos direitos e esquece dos nossos deveres. Então, a participação cidadã, o exercício da cidadania tem direitos e deveres”, afirma Vanessa Ratton, jornalista, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e que implantou e atuou como diretora de três Escolas do Legislativo na Baixada Santista (Santos, Guarujá, Praia Grande), além de ajudar na de Cubatão. Já Paloma Lima, assistente de projetos da Rede Nossa SP, na Capital, resume cidadania em uma outra palavra de tão rico valor: conquista, representada por um texto que completa 34 anos de sua promulgação em 5 de outubro de 1988, definido pelo então deputado federal Ulysses Guimarães como “o documento da liberdade, da dignidade, da democracia, da justiça social do Brasil”. “A gente está falando da conquista de uma Constituição cidadã. E que é muito recente, inclusive, na história de nosso País. Temos um histórico de ditaduras e de repressão e ter uma Constituição que garante a cidadania é um marco superimportante, garantindo que as pessoas possam participar e trazer suas prioridades, o que é importante para a população. As eleições gerais representam um grande espaço, um dos maiores que temos”, explica a também pós-graduanda em Data Science e Analytics e graduada em Gestão de Políticas Públicas pela USP. Por fim, Marise Teixeira Cabral, coordenadora geral da Concidadania, em Santos, também evoca a Carta Magna brasileira para conceber esse conceito. “A gente tem direito à vida, ao meio ambiente sustentável, à educação, à saúde e a gente precisa lutar para que isso seja efetivado”.