[[legacy_image_223360]] O viveiro de mudas da Ecovias possui duas palavras-chaves absolutamente interligadas: sustentabilidade e inclusão. Criado em outubro de 2008, ele fica no Centro de Operações da empresa, em São Bernardo do Campo, e chega a produzir mais de 100 mil mudas nativas da Mata Atlântica por ano, cumprindo os plantios compensatórios que precisam ser realizados no Sistema Anchieta-Imigrantes e no corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto. De quebra, o trabalho conta com a utilização de mão de obra de pessoas com deficiência. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “O viveiro nasceu da necessidade da empresa de incluir essas pessoas no quadro de colaboradores e a companhia optou por contratar pessoas com deficiência intelectual, pois possuem menos oportunidades no mercado de trabalho. Todos são colaboradores com carteira assinada (CLT), com a possibilidade de participarem dos processos seletivos internos”, afirma Caio Vicentini de Barros, coordenador de Sustentabilidade da Ecovias. SuperaçãoDentro disso, as histórias de superação e inclusão chamam bastante a atenção. Atualmente, a equipe é composta por um técnico ambiental, um viveirista e 22 pessoas com deficiência, sendo que cinco deles participam desde o início e tiveram suas vidas completamente transformadas, conquistando uma autonomia que nunca tinham vivenciado antes. Aline Pereira de Almeida Silva é uma das auxiliares viveiristas que está desde o começo, há 14 anos. Ela não esquece de como chegou na empresa. “Vim com ajuda da APAE. Gosto muito do que faço aqui. Aprendo todos os dias. Planto, semeio, faço canteiro, um pouco de tudo e as vezes aplico fora daqui também. Tudo com muita alegria, amor e carinho”. Entre os integrantes, os sentimentos se repetem. A auxiliar Raphaela de Andrade Kaitzor fez questão de expressar o que o viveiro de mudas representa na sua vida. “Cheguei aqui em novembro de 2015 e fiz muitos amigos. Cuidar das plantas e ajudar o outro é importante demais. Se você chegar aqui, eu também posso ensinar”. Com orgulho, o técnico ambiental Wilson Siqueira destaca a assertividade da metodologia de trabalho. “Contar até hoje com cinco pessoas que estão desde o início do programa é a prova que estamos no caminho certo”. Wilson conta que alguns deixaram de tomar medicamentos devido à ocupação, outros foram morar sozinhos, compraram a própria casa e se sentem muito capazes. Pela relevância na vida dessas pessoas, em 2018, o viveiro recebeu da ONU o prêmio “Boas práticas de empregabilidade para trabalhadores com deficiência”, sendo reconhecido na categoria “protagonismo”.