[[legacy_image_300960]] Com o objetivo de evitar episódios de racismo no ambiente corporativo e promover a inclusão, empresas estão apostando no letramento racial. A ideia é conscientizar profissionais, trazendo contextos históricos e apontando comportamentos corretos e os que devem ser evitados. Tais medidas são dirigidas tanto a colaboradores das funções mais simples quanto a lideranças. Ao falar sobre o tema, Juliana Ventura salientou que, para haver uma atmosfera de harmonia, todos os colaboradores precisam receber informações. “Geramos consciência geral de como falar, de termos que se pode usar, dos que não são indicados e os que são enraizados na criação. Assim, crio consciência do que é ou não aceito que se faça”. Entretanto, esta evolução só é atingida por meio de iniciativas que partam de conceitos básicos. “É sentar em sala e falar de vieses inconscientes, racismo, racismo estrutural, preconceitos e discriminação. Começamos com esta conscientização. Isso leva tempo para se digerir”, disse Débora Toti. A executiva da EcoRodovias também explica que, à medida em que ocorrem avanços, os debates devem se tornar mais densos. “(Neste ponto) trazemos pautas mais desafiadoras. A última, para a liderança, foi privilégio branco”. Embora assegure que atividades como estas trazem bons resultados, Juliana reconhece: há indivíduos que não vão mudar. “Entendemos que precisamos entrar no assunto e letrar as pessoas, alfabetizá-las. Porém, existem situações muito enraizadas. Podemos falar o que for, que não vamos atingir”.