[[legacy_image_226463]] Os cruzeiros costumam ser uma mola propulsora do turismo em qualquer lugar. E na Baixada Santista não é diferente. Os números impressionam. Nos últimos dez anos, de acordo com levantamento da Data Center Brasil, pela Data Center Brasil, empresa de consultoria de dados, quase seis milhões de passageiros transitaram pelo Terminal de Passageiros Giusfredo Santini. Em uma divisão simples, em torno de 2,8 milhões embarcando e outros 2,7 milhões desembarcando, com os 100 mil restantes em trânsito. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Outras cifras que saltam aos olhos são as econômicas. Os cruzeiros marítimos gerarão impacto de R\$ 3,8 bilhões no País na atual temporada, segundo cálculo da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia). O cenário está melhorando para que os turistas de cruzeiros possam incentivar a economia da Baixada Santista, permanecendo por mais tempo na região. A mudança de mentalidade aconteceu com a pandemia de Covid-19. “A gente tem um turismo antes e depois. Nesse pós, a gente está aprendendo. E, obviamente, o turismo está mais calmo. Antes, as pessoas vinham com mais pressa para pegar um avião e ir para outros locais. Com isso, a gente perdia para outros destinos. Agora, esse processo que a pandemia trouxe fez com que a gente notasse o movimento, expresso na preocupação dos passageiros de chegarem para ficar nos hotéis um dia antes”, explica Eduardo Silveira, presidente da Associação dos Profissionais de Turismo da Baixada Santista. Exemplo Eduardo Sanovicz, ex-presidente da Embratur e presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), deu um exemplo próximo que envolve uma alteração que se tornou fundamental para a economia da Capital: até 1996, o comércio de São Paulo não abria aos domingos – nos shoppings, só o cinema e a área de alimentação. O São Paulo Convention & Visitors Bureau, do qual Sanovicz era diretor de operação, fez uma campanha enorme para convencer a Prefeitura da necessidade de se mudar isso. “Quem vinha às feiras de negócios, que geralmente acabavam na sexta, ia embora no sábado. Havia hotéis que desligavam a metade deles porque não havia demanda. E houve uma parceria com a Visa (operadora de cartões) que, se pagasse dessa forma o hotel na noite de sábado para domingo, ganhava desconto. A alteração significou o 13º e o 14º mês de faturamento que não existiam”, relembra. Sanovicz sugeriu para que o Santos Convention & Visitors Bureau intermedie convênios envolvendo os diversos setores do turismo e as organizadoras dos cruzeiros. A intenção é definir como divulgar aos passageiros que eles podem ficar uma noite na região e as vantagens disso. “Nossa vice-presidente Inês Bellini, da Mendes Tur, tem um olhar para isso. Temos conversado a respeito. O caminho é discutir e afunilar”, responde Vanessa Lombardi, presidente do Santos Convention & Visitors Bureau.