[[legacy_image_226449]] Os verbos que dão título a este texto foram extraídos da apresentação do santista Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, que abriu o primeiro painel do fórum realizado terça-feira e que tinha por objetivo debater a força, o potencial e as oportunidades do turismo como pilar econômico da Baixada Santista. Conjugados de maneira adequada e com muito profissionalismo, os verbos resumem o pacote de qualidades que o turista busca quando vai escolher para onde ir, sozinho ou com a família. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ele quer comer bem e ter variedade. Ele quer se hospedar em local limpo e confortável. Ele quer opções de pontos turísticos para visitar. Ele quer fazer compras e levar produtos da região. Ponto. A Baixada Santista cumpre esse checklist, e ainda oferece uma extensão de praia como poucas regiões metropolitanas do Brasil. Esse último item é a vantagem e, também, o ponto de inflexão. Se ter praia é vantagem competitiva para a região, também ajudou a formar a tradicional imagem do turismo de verão, em que tudo que se pede é sol brilhando no céu e praia limpa. Mas, como disse Sanovicz em sua apresentação: e como garantir o fluxo de turistas durante todo o ano, acrescentando ao perfil veranista também uma marca de destino turístico capaz de receber pessoas para congressos e feiras, para o turismo histórico, o religioso, o circuito de fortes, o de festivais de música, o da economia criativa? É preciso dizer que um esforço tem sido feito nesse sentido, e não é de hoje. O Santos Bureau, as secretarias municipais e as entidades que representam o trade turístico têm se movimentado para atrair a atenção de organizadores de eventos corporativos nesse mar revolto da competitividade, onde ganha mais quem melhor ‘sabe se vender’. Mais que isso: quem melhor articulado está, com sinergia e planejamento entre todos os mais de 50 segmentos que gravitam ao redor do turismo (gastronomia, passeios, hotelaria, transporte, compras, entre outros). Não é tarefa fácil vencer a concorrência, articular todos os segmentos que se relacionam com esse universo, fazer contas, delegar tarefas a cada um deles, ir atrás dos organizadores de eventos, e ainda relacionar-se com as prefeituras e secretarias da região para que mantenham a zeladoria em dia, condição imprescindível para bem impressionar os visitantes. Embora seja um dever de todos que têm interesse em crescer nessa área, empresários e entidades representativas, é preciso que alguém lidere essa empreitada e seja o articulador. Legitimado por todos, esse articulador precisa de receita suficiente para o tamanho do desafio: viagens, tecnologia, materiais, folheterias, plano de marketing, RH. Não se faz um movimento assim sem foco, sem planejamento e sem constância, Se a Baixada Santista tem os quatro verbos na sua prateleira, agora, só falta mostrá-los ao resto do País.