[[legacy_image_89044]] Os norte-americanos usam a expressão self made man, para designar quem conseguiu crescer com méritos próprios. Por aqui, poderia ser chamado de autoral. Na música, há vários casos de músicos independentes que tentam se formar por conta própria, fazendo seu som e buscando vender seu peixe. É o caso de Lua Marina, uma das cabeças do Festival de Música Autoral Independente de Santos, o MAIS, um espaço perfeito para mostrar a arte sem concessões ou grandes investimentos. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A pandemia não tem sido fácil para ninguém, é claro. Mas acendeu uma chama na artista. “Em 2020, tive alguns projetos culturais aprovados em leis de incentivo e programas públicos de cultura em nível estadual e em março de 2021, com alguns projetos para executar e a certeza de querer viver isso, firmei a decisão de pegar uma licença sem vencimento (na Prefeitura de São Vicente) e me arriscar. Abri MEI e estou trabalhando na execução dos projetos contemplados”, narra. Ao lado do parceiro de trabalho e de vida Ugo Castro Alves, Lua realizou o Festival MAIS Verão 2021. Além disso, está em fase de produção de um minidocumentário sobre a produção musical autoral nas periferias de Santos, com exibição confirmada pelo canal do YouTube do Sesc Santos. “Além dos projetos em execução, estamos realizando a pré-produção do terceiro disco da carreira, composto só por canções autorais minhas e do Ugo e que tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2022. E assim, sigo buscando e estruturando uma nova realidade para a minha vida, com coragem e muita força de vontade”, festeja. Mas nem tudo é alegria. Lua Marina lamenta a saída do atual endereço da Associação Cultural Porto Circense, no Canal 5. Lá, desde 2017, foram desenvolvidas oficinas culturais e eventos, como exposições, feiras de artesanato, apresentações artísticas e festivais. Com a chegada da pandemia, em março de 2020, todas as atividades artísticas e de formação foram paralisadas. “Ainda não temos um destino certo por conta da instabilidade deste momento. Mas esperança não falta de encontrarmos um espaço adequado às atividades e que caiba nas nossas condições financeiras”, afirma. E pensar que tudo veio do Komboio Cultural, uma kombi que serve de plataforma artística. “Vamos para as ruas, para os espaços abertos, armamos nosso circo e propomos atividades culturais. É uma plataforma para qualquer tipo de atividade”, narra. A independência está no DNA da polivalente Lua, que tem ascendente em arte.