Seminário Internacional do Café foi realizado no Santos Convention Center, na semana passada: “vender” Santos como desafio é prioridade (Alexsander Ferraz/AT) O turismo de eventos é uma das vertentes mais importantes para a economia do País. Apenas no ano passado, o setor movimentou R\$ 140,9 bilhões no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), criando mais de 186 mil novas vagas formais de trabalho. A Baixada Santista não foge à regra. O calendário é diverso, com feiras, congressos, simpósios e também eventos gastronômicos, culturais e esportivos, em um mosaico de oportunidades para as cidades que os recebem — e seus vizinhos também. Para o gerente do Santos Convention Center, na Ponta da Praia, Cristian Ynonye, o setor tem grande potencial na região, e alguns números comprovam isso. “No nosso primeiro ano de operação (2022), tivemos apenas três eventos técnico-científicos, que trouxeram 4 mil pessoas para Santos. Já no ano passado, foram 13 grandes congressos técnico-científicos, que trouxeram 61 mil pessoas. É onde baseamos toda a nossa estratégia de fazer com que cada vez mais a cidade seja vista como um destino de turismo de negócios”, afirma. Para este ano, a meta é chegar a 20 eventos. Para ele, o principal desafio não é “vender” o Santos Convention Center e sua estrutura, mas Santos como opção para quem busca fazer um evento, e traz uma experiência pessoal para ilustrar a complexidade de transformar a forma como ela é vista. “Eu participei na mudança de imagem de um destino chamado São Paulo. Em 1999, era vista como uma cidade de negócios, mas não existia lazer. Trabalhei em um hotel de 280 apartamentos e, de sábado para domingo, dormia com zero apartamentos ocupados. Então, começou todo um trabalho para movimentar o setor nos finais de semana, e isso levou quase 15 anos. Hoje, é o destino turístico mais procurado para lazer no Brasil”. No caso de Santos, entende o diretor da GL Events, a situação é inversa: o viés lazer já existe, e o de negócios precisa ser ampliado. “Não vamos conseguir fazer isso de 2026 para 2027 — é até possível a partir de 2030, 2035, desde que haja um planejamento estratégico onde se saiba o passo a passo do que fazer para chegar onde é preciso”. Outro dado trazido por Cristian chama a atenção: “O turista de negócios costuma gastar duas a três vezes mais do que o turismo de lazer gasta por dia na cidade, é muito importante para a economia. E quando se fala de centro de convenções, é uma casa para receber todos os tipos de evento: sociais e de entretenimento. Mas também se coloca numa posição de mola propulsora da economia”, pondera o diretor. “O turista de negócios costuma gastar duas a três vezes mais do que o turismo de lazer gasta por dia na Cidade, é muito importante para a economia. E quando se fala de centro de convenções, é uma casa para receber todos os tipos de evento”, Cristian Ynonye, gerente do Santos Convention Center (Alexsander Ferraz/AT) ESPORTE O secretário de Esportes, Comércio e Empreendedorismo, Thiago Papa, relata a força do turismo esportivo — no ano passado, foram 400 provas. “Conversando com donos de restaurantes, sobre qual é o melhor momento, responderam que é quando tem eventos. Por isso a necessidade de trabalhar fora da sazonalidade de verão”, defende o representante da administração santista. Provas como os 10 KM Tribuna-Terracom movimentam milhares de atletas e trazem público ao comércio, restaurantes e rede hoteleira (Aelxsander Ferraz/AT)