[[legacy_image_286566]] Independentemente da idade de uma pessoa, sabe-se que ela deve desenvolver uma rotina de treinamentos e atividades físicas, para ter uma vida longa e saudável. No entanto, no processo de envelhecimento, outros exercícios se mostram essenciais, principalmente no aspecto mental: os ligados à cognição. Paulo Wandenkolk, que é diretor do Supera – Ginástica para o Cérebro, empresa que leva ao público a possibilidade de fortalecer diversas faculdades cerebrais, explicou quais funções são estimuladas nas atividades. “A cognição é o processo de se organizar mentalmente, calcular velocidade e distância, lembrar das coisas, perceber detalhes. Então, treinamos atenção sustentada e memória de trabalho, que é de curto prazo. Também raciocínio, que não é só matemática e visão espacial”, detalhou. Em sua explanação, ele revelou qual é o momento em que os treinos se tornam indispensáveis. “Temos o envelhecimento normal, no qual se preserva algumas características boas da memória. Depois, há comprometimento cognitivo subjetivo, quando a memória começa a chamar atenção, por se esquecer uma palavra, algo da agenda… Se torna algo que incomoda, e este desconforto com algum tema de lembrança é sinal importante para se trabalhar a cognição”. Apesar da necessidade que atribuiu aos exercícios mentais, Wandenkolk admitiu que muitas pessoas ainda não se convenceram sobre a necessidade de realizar atividades para o cérebro. Questionado se vê esta situação como preconceito, o especialista afirmou que não. “É questão de informação. Pode até ser ignorância, mas no aspecto de (falta de) informação”, disse, declarando acreditar que, com o tempo, é possível que a sociedade se abra mais para a importância dos treinamentos voltados à cognição. Jogos de tabuleiro são boa opção de exercícioApós sua participação no primeiro painel de A Região em Pauta, Paulo Wandenkolk deu uma dica de treinamento mental, que pode ser realizada em casa e com a família, garantindo, ainda, muita diversão. A ideia é usar jogos de tabuleiro, como dama ou xadrez. Isso mesmo. Segundo o especialista, esta é uma forma de se trabalhar diversas funções cognitivas. “Este tipo de jogo é sensacional, porque você tem organização mental, visão especial, raciocínio, memória e interação de respeito às regras, que é legal para o idoso”, destacou o diretor do Supera. Wandenkolk também disse que a mesma atividade é benéfica para os mais novos. “Para as crianças, também (é muito bom)”, ressaltou o convidado.