272305 A Baixada Santista registrou queda no número de empregos formais na última década. A redução foi de pouco mais de 4% no período. No mesmo intervalo de tempo, ocorreu um robusto crescimento de microempreendedores individuais (MEIs) na região. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! | Os dados são do Data Center Brasil, empresa de análise de dados sediada em Santos. Conforme o levantamento, em 2012 existiam 400.798 indivíduos com carteira assinada. Em 2021, o total foi de 383.699, o que representa uma diminuição de 4,3%. Diante deste percentual, o jornalista, consultor e sócio-fundador do instituto, Rodolfo Amaral, analisa: “O emprego, na melhor das hipóteses, teve uma estabilização”. Na contramão do trabalho formal, a quantidade de MEIs explodiu. No começo da última década, havia 27.636 pessoas integrando esta modalidade. Já no ano passado, eram 175.643, ou seja, 535,6% a mais. “São cerca de 15 mil inscrições por ano”, destaca o jornalista. Quadro atualA pesquisa também revelou a divisão do trabalho por setores em 2021. De todos os segmentos escolhidos para o estudo, aquele que contava com mais vagas preenchidas era o de Serviços, com 256.356. Portanto, pouco mais de dois terços (66,8%). Na segunda posição apareceu Comércio, com 85.338 (22,2%). Ele foi seguido por Indústria, com 22.989 (6%), Construção, com 17.391 (4,5%), e Agropecuária, com 625 (0,2%). Quanto à faixa etária, no mesmo ano, a maior parte dos profissionais empregados tinha entre 30 e 39 anos. Este grupo correspondia por 29,2% do montante total. Além disso, trabalhadores de 40 a 49 anos eram 24,4%, enquanto aqueles que tinham de 50 a 59 anos, 14,4%. A sequência da relação ficou assim: até 24 anos, 13,8%; de 25 a 29, 13,5%; e de mais de 60, 4,8%. Finalizando o estudo, feito a pedido de A Tribuna, pouco mais da metade dos profissionais (51,5%) tinha completado o Ensino Médio. Já os formados no Ensino Superior eram 23,2% do total. O restante ficou dividido entre Fundamental incompleto (8%), Fundamental completo (7,2%), Médio incompleto (5,7%), Superior incompleto (4%) e analfabeto (0,3%). 12% das vagas deve sumirRodolfo Amaral também mostrou que a Baixada Santista deve perder 12% de todos os seus trabalhadores nos próximos anos. Esta fatia corresponde a profissionais de cinco atividades que, de acordo com estudo do Fórum Econômico Mundial, vão sumir. As funções presentes no levantamento são: funcionários de edifícios, de escritórios, do setor imobiliário, do financeiro e de mão de obra. Somadas, em 2021, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), estas profissões reuniam 49.666 trabalhadores locais. Destes, 28.689, ou seja, quase 57,8%, estavam nos edifícios. Aliás, no ano da pesquisa, estes empregados representavam 7,4% da mão de obra de Santos e 17,4% de Bertioga. Conforme Amaral, a tendência é de que todos percam seus postos. “No meu prédio, daqui a um mês, três porteiros vão perder o emprego por força do porteiro eletrônico. Isso está acontecendo. São pessoas que, no máximo, têm Ensino Fundamental. O que será dessas pessoas?”, questiona o jornalista.