Mauro Orlandini, ex-prefeito de Bertioga: “Parecia que estavam fazendo favor em nos receber. Quando, na verdade, nós somos de grande importância para o Estado. Foi um momento muito rico e espero que a gente consiga se consolidar cada vez mais” (Vanessa Rodrigues/AT) A união da Baixada Santista começou a ser discutida em 1959, quando o então prefeito santista Sílvio Fernandes Lopes lançou o movimento pró-metropolização, junto com o falecido deputado federal Athiê Jorge Coury. Porém, só 30 anos depois a Região Metropolitana da Baixada Santista virou realidade. Pois quem viveu aquele momento de perto lembra da conquista que representou a união das nove cidades. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! É o caso do ex-prefeito de Bertioga, Mauro Orlandini. “Houve um nivelamento entre os prefeitos, ninguém era melhor que ninguém. Havia eu e o (Alberto) Mourão, mas também tinha o Oswaldo Passarelli, de Cubatão, que, com toda sua experiência, teve paciência em nos ajudar”, afirma. Segundo ele, encontros de prefeitos promovidos por A Tribuna, antes mesmo da assinatura do decreto, ajudaram nessa equiparação entre os prefeitos e a combater as vaidades. “Acredito que ali nascia esse compromisso de pensar de forma coletiva”. Orlandini cita que chegou a comentar com Mário Covas sobre a sensação presente a cada contato com alguns secretários. “Parecia que estavam fazendo favor em nos receber. Quando, na verdade, nós somos de grande importância para o Estado. Foi um momento muito rico e espero que a gente consiga se consolidar cada vez mais”. Visão administrativa Alberto Mourão, que comandava Praia Grande à época e hoje está no sexto mandato à frente do município, lembra de um contexto fundamental: se, na época, eram pouco mais de 1,2 milhão de habitantes na Baixada, agora os nove municípios se aproximam de 2 milhões. “Havia um trabalho quando o Covas liderou esse movimento em parceria com os meios de comunicação. Entendeu-se a modernidade da gestão administrativa nas grandes metrópoles. E ele escolheu a Baixada não porque era filho da terra, mas porque ele tinha uma visão administrativa”. Ele entende que é fundamental a consciência de que cada cidadão é metropolitano. “É um defeito que provoca ausência de debate, ele provoca ausência de participação”, complementa o prefeito praiagrandense.