“Este ano, aumentamos três vezes a apreensão de cocaína”, disse o delegado (Vanessa Rodrigues/AT) O diretor do Departamento de Polícia do Interior (Deinter-6), da Polícia Civil, delegado Luiz Carlos do Carmo, disse no evento A Região em Pauta, realizado no Grupo Tribuna na última segunda-feira (27), que o Governo do Estado enviou a Santos equipamentos com tecnologia para identificar novos tipos de drogas criadas em laboratórios, as chamadas anfetaminas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! As novas ferramentas permitem que, de forma rápida, os agentes saibam quais substâncias são apreendidas. Ele considerou este um avanço no combate ao crime organizado na região. Embora este não fosse o tema principal do quarto fórum do ano do projeto A Região em Pauta, o tráfico de entorpecentes surgiu como assunto já no final do evento. Neste ponto, o palestrante citado admitiu que existe uma grande preocupação com a nova modalidade de drogas. “São 200 tipos diferenciados que estão no mercado”, destacou, citando, nominalmente, a K9, um composto que age no sistema nervoso central. “Ela é dez vezes mais destrutiva que o crack”, frisou. De acordo com o delegado, este tipo de entorpecente está se tornando cada vez mais presente em Santos e na Baixada. Diante disso, as autoridades decidiram trazer para a Baixada novas ferramentas, como o espectrômetro, que permitem que os agentes avaliem as substâncias aqui mesmo, sem necessidade de ir a outras localidades, dando celeridade ao processo. De acordo com Carmo, isto permite a apreensão rápida deste material. Outros entorpecentes O delegado também disse que a polícia segue encontrando outras drogas. “Este ano, aumentamos três vezes a apreensão de cocaína”, exemplificou, ressaltando que “os locais por onde mais passam drogas são Santos e Guarujá, por causa do Porto”.