Vila de São Vicente é uma das opções que reúnem história e cultura (Alexsander Ferraz/AT) Primeira cidade do Brasil, São Vicente também busca seu espaço e já vem colhendo frutos de suas ações. De acordo com a secretária de Turismo vicentina, Juliana Santana, uma iniciativa simples, junto ao Concais, administradora do Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini, movimentou a cidade durante a temporada de cruzeiros. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Tivemos um fluxo enorme de turistas, impacto de termos um estande de informações no Concais, onde nossos personagens históricos, Ana Pimentel e Martim Afonso abordavam as pessoas. De repente tinha nas lojinhas gringos falando em línguas que eu nunca tinha escutado”, conta. Ela relata que se surpreendeu recentemente quando fez um levantamento de atrações turísticas da cidade. “Comecei a colocar tudo que tinha e constatei: não consigo oferecer tudo isso em dois dias. Imagina em uma região toda, como a Baixada Santista? Eu não quero mais ‘turista bate-volta’. Não importa se ele vai ficar em Santos porque a rede hoteleira é melhor”, aponta. Cada um por si Juliana, que também é coordenadora da Câmara Técnica de Turismo do Conselho de Desenvolvimento da Região da Baixada Santista (Condesb), admite uma dificuldade extra para a integração entre os municípios: os problemas de cada um que se sobrepõem. “É muito complicado a gente conseguir trabalhar com as mãozinhas dadas, né? Porque eu acho que no momento em que cada um volta para a sua secretaria, a gente é engolido pelo dia a dia, tem que resolver os nossos problemas e a região acaba ficando em segundo plano”, pontua. Ela reforça que está em curso a contratação do plano diretor regional de turismo, cuja atualização é feita a cada 3 anos. “Desse trabalho, vão aparecer muitas ações conjuntas e também apontar qual é a melhor forma de institucionalizar uma entidade gestora que vai cuidar do turismo regional”, assegura.