“A gente fala de três pilares: engenharia, fiscalização e educação. Nossa quarta camada é a tecnologia. Existem estudos que ponderam a velocidade média em dois trechos de monitoramento”, Ghislaine Testoni, coordenadora de Planejamento Operacional da Ecovias Imigrantes (Sílvio Luiz/ AT) As estradas que compõem o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), na Baixada Santista, litoral de São Paulo, recebem todos os dias milhares de veículos de todos os tipos. Por conta disso, a atenção é redobrada, de acordo com a Ecovias Imigrantes, concessionária do trecho. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! As medidas de segurança, de acordo com a coordenadora de Planejamento Operacional da concessionária, Ghislaine Testoni, passam por iniciativas como o Programa de Redução de Acidentes (PRA), bem como campanhas voltadas, por exemplo, para os caminhoneiros que se dirigem para o Porto de Santos, além do programa Vá Seguro, com ações educativas. “A gente fala de três pilares: engenharia, fiscalização e educação. Nossa quarta camada é a tecnologia. Existem estudos que ponderam a velocidade média em dois trechos de monitoramento. Em Uberlândia, ele foi observado em um trecho de 11 km, e a redução de acidentes foi de 75%”, explica. A ideia é, entre os dois pontos, por meio de tecnologias e câmeras, calcular a média de velocidade percorrida por um veículo. “É uma forma de impedir freadas bruscas antes dos radares de velocidades e retomadas até acima do limite da via. Tudo de forma assistida e em conjunto com a Polícia Militar Rodoviária”, afirma. Ghislaine cita ainda câmeras com inteligência artificial, capazes de identificar, por exemplo, se o condutor está com o celular em mãos. “Por meio da tecnologia, conseguimos observar, ainda, a falta do uso de cinto de segurança”. O simulador de impacto é outra arma utilizada pela concessionária para conscientizar sobre o risco de altas velocidades nas estradas. “Ele mostra o que acontece quando as pessoas usam o celular. É uma rampa que desloca e há um choque, com impacto semelhante ao se ela estivesse utilizando o celular”, explica a coordenadora de Planejamento Operacional. Passarelas Ela lembra que, mesmo com as passarelas, existe uma incidência de pessoas atropeladas na via. “Mesmo que a concessionária tenha infraestruturas dispostas e seguras para as pessoas, muitas vezes elas optam por atravessar uma rodovia a 120 km por hora”.