A Tribuna não esquece: quarta-feira, 31 de julho de 1996 (Reprodução/Arquivo) A Região Metropolitana da Baixada Santista chega aos 30 anos com motivos para comemoração – mas também com preocupações. Há vários desafios que atravessaram o tempo e seguem “atuais”, como mobilidade, saneamento, habitação e saúde. Por isso, a união dos prefeitos, e uma Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) fortalecida são peças-chave para essa transformação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Estes foram alguns dos recados deixados em mais um encontro do fórum A Região em Pauta, realizado na última segunda-feira, no auditório do Grupo Tribuna. Autoridades municipais e do Estado, empresários e representantes da sociedade civil debateram demandas e caminhos necessários para uma jornada urgente de mudanças. “Há um imaginário das pessoas de que não se resolve nada. A verdade é que a gente, às vezes, não valoriza o que avançou e só olha o que está faltando hoje. Há, lógico, que acelerar mais esse desenvolvimento. É preciso criar uma mentalidade metropolitana. Entender que os problemas de uma cidade se resolvem na outra”, afirma o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), em seu sexto mandato. O prefeito de Peruíbe e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), Felipe Bernardo (PSD), entende que é necessário discutir a questão do subfinanciamento dos municípios. “Não é fugir de responsabilidade, é não ter meios de solucionar problemas por ausência de recursos financeiros. Qualquer prefeito tem a intenção, a vontade, o interesse de solucionar todos os problemas e somos bastante cobrados”. O diretor-executivo da Agência Metropolitana da Baixada (Agem), George Charles Baltazar Júnior, avalia que a descapitalização do Fundo Metropolitano, iniciada em 2019 (veja matéria na página 42), é um problema a ser contornado. “Passamos a atender tudo que era possível dentro de eixos como mobilidade e meio ambiente. O recurso não é tanto, mas temos discutido sempre com o Condesb como é possível fazer, mas realmente a tendência é que o fundo se descapitalize”, explica. José Police Neto, subsecretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Estado, crê que o diálogo é necessário para que novas conquistas sejam obtidas. “A gente tem desafios gigantescos, mas tem que ter uma pontinha de orgulho. A primeira região metropolitana fora de capital mostra capacidade de organização. Esperamos, logo depois da eleição, voltar para debater como operar esse desejo de enfrentamento dos maiores dilemas do território”, defende. A Tribuna não esquece A Tribuna noticiava, na quarta-feira, dia 31 de julho de 1996, a assinatura, pelo então governador, o santista Mário Covas, da lei que instituiu a Região Metropolitana da Baixada Santista e autorizou a criação do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana, o Condesb. Nascia um espaço para reunir Estado e municípios em torno de um mesmo objetivo: pensar soluções conjuntas para desafios que ultrapassam os limites de cada cidade. Outro avanço que demandou muita discussão e tempo foi a regulamentação da Agência Metropolitana (Agem), órgão responsável pelo planejamento estratégico e subordinado ao Condesb.