Orquestra da Fundação 10 de Agosto, de Bertioga, abriu a programação no Guarany (Silvio Luiz/AT) Há momentos em que a discussão de um tema também abre espaço para algo mais prático. É o caso da cultura vivida “na veia” e demonstrada no encontro do último dia 28, segunda-feira, no Teatro Guarany. Quatro grupos diferentes, mas o mesmo objetivo: levar arte aos corações de quem estava na plateia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O primeiro a se apresentar foi a Orquestra da Fundação 10 de Agosto, de Bertioga, mantida pela Sobloco Construtora. De acordo com a coordenadora de marketing da empresa e diretora da Fundação, Keila Seidel, a presença no palco do Teatro Guarany garante visibilidade aos jovens participantes - a Fundação existe há 33 anos. “Foram 17 jovens, que executaram peças de música clássica e popular. Nos sentimos privilegiados em fazer parte desse evento, principalmente pelos alunos, porque para eles é importante ensaiar e tocar, e não guardar o que eles aprendem ao longo dos anos de estudo”, afirma. Da Zona Noroeste, em Santos, o espaço também foi ocupado pelos alunos do Instituto Arte no Dique. Com força na percussão, eles mostraram talento e a força da inclusão, como observa o presidente José Virgílio. Balé TamTam levou poesia e sensibilidade para emocionar a plateia e os convidados (Silvio Luiz/AT) “Foi uma apresentação muito boa, encerrando o evento, com 10 pessoas entre crianças e pré-adolescentes da instituição, além do nosso professor de percussão. A arte e a cultura têm uma capacidade muito grande de abrir a mente das pessoas”, entende. Para ele, arte, cultura e educação são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer país. “Quem não preserva sua arte, cultura e educação jamais será uma Nação”, prega. Tam Tam Ao som de O Tempo Não Para, de Cazuza, o balé do TamTam, ligado à Associação Projeto TamTam, de Santos, sob comando da presidente Cláudia Alonso, mostrou a força da inclusão. Nos gestos, a contundência de quem se faz ouvir. “Foi um trabalho de dança contemporânea, onde a gente mistura a expressão corporal com a expressão do verbo por meio das libras, explica Cláudia. Regina Alonso elaborou texto lido por ela e por outros escritores (Silvio Luiz/AT) Para ela, visibilidade e a defesa do protagonismo são elementos importantes do projeto. “O protagonismo é deles, o espaço também. E é isso que eu falo pra eles, ‘Eu não quero que ninguém olhe pra eles com pena, eu quero que olhem a potência’. Eu quero que olhem e falem ‘Isso é espetacular. É cidadania e pertencimento”, defende. A apresentação que fechou o evento foi do projeto Cubatão Sinfonia. Um projeto social voltado à formação artística e ao desenvolvimento humano de crianças e adolescentes possibilitou o surgimento da orquestra. Na segunda, a apresentação coube ao núcleo Pieruzzi do Instituto Sinfonia. Cubatão Sinfonia encerrou a programação com boa música e performances especiais (Silvio Luiz/AT) “A apresentação teve um grupo de percussão, que tocou bateria, e alguns instrumentos de teclas, xilofone, com uma performance eclética”, explica a coordenadora pedagógica Daniela Martins de Sousa Rocha. Para ela, a presença no Guarany foi motivo de alegria e responsabilidade. “A cultura tem um papel primordial dentro da sociedade”, reforça. A noite contou ainda com a leitura de um poema escrito especialmente para o evento pela poetisa e escritora Regina Alonso. Ele foi lido por diferentes gerações de escritores: Flávio Viegas Amoreira, Lilian Touray, Fernanda Gabrielli e a menina Alice. O Arte no Dique, da Zona Noroeste de Santos, levou a força da percussão para o palco (Silvio Luiz/AT)