[[legacy_image_263294]] A coordenadora de desenvolvimento social da Prefeitura de Santos, Juliana Laffront, enumera os projetos que estão disponíveis para pessoas em situação de rua. Segundo ela, existem ao menos sete programas ou ações nos quais esse público pode ser inserido. Apesar disso, essas pessoas têm prioridade somente em uma das iniciativas: o Projeto Fênix. “A prioridade é para a população em situação de rua. De acordo com a lei, sempre vai ser assim”, afirmou. Juliana explica como funciona a iniciativa. Quem entra recebe uma bolsa de um salário mínimo, cesta básica e vale transporte, benefícios que valem por 12 meses, podendo ser prorrogados por mais 180 dias. Além disso, “desenvolve atividades (cursos), com o objetivo de ampliação de repertório e de buscar recolocação no mercado de trabalho. Aí, se uma pessoa trabalhou com marcenaria e tem vontade de continuar na área, vamos procurar um local para se aprimorar, a fim de construir uma nova caminhada”. Conforme a coordenadora, em 2022, foi determinado um aumento no número de vagas disponíveis para o Fênix. “Eram 100, mas, agora, temos capacidade para 300 pessoas. No momento, estamos trabalhando nosso planejamento, para alcançar esse número”. Também podem ser inseridos no programa indivíduos em vulnerabilidade social. AlternativasAs demais ações são: três Vilas Criativas; o Novo Rumo, que é semelhante do Fênix, mas voltado a jovens de 18 a 29 anos; o Bonde Café; a Feira do Rolo; e a lavanderia 8 de março, que é voltada a mulheres. E o Consultório na Rua? Secretário explicaEnquanto os convidados do segundo painel faziam suas explanações, em dado momento a plateia falou sobre a interrupção de um dos serviços, o Consultório na Rua (CnaR). Em contato com A Tribuna, o secretário de Saúde de Santos, Adriano Catapreta, afirmou que este programa nunca parou. Ele disse que a ação foi reformulada. “Vimos a necessidade de ampliação do serviço. Pós-pandemia, o número de pessoas em situação de rua e de (usuários) drogas aumentou. Então, ampliamos o número de funcionários. Também melhorou o carro, é um veículo mais apropriado. Ainda transformamos a Unidade de Cuidado Porto em local de apoio exclusivo às equipes. Assim, passamos de 150 atendimentos mensais para 1.200”, disse. Segundo ele, este crescimento é resultado da evolução do serviço. “Não tivemos interrupção em momento algum, mas o serviço não andava bem até o ano passado. Trabalhamos o fortalecimento em agosto. Neste ano, tivemos até então, 5.877 procedimentos e 390 consultas. Em todo 2022, foram 5.074”. Catapreta previu a expansão do CnaR. “Devido à necessidade, há previsão de uma segunda van, com segunda equipe, para tentar ampliar o atendimento. A população de rua aumentou e precisa de assistência. Se as pessoas não vão à policlínica, nós iremos até elas, para resgatar não só a saúde, mas a dignidade, fazendo-as serem reinseridas na sociedade”.