[[legacy_image_165889]] Os dois anos distantes do contato presencial também desafiaram os programas que têm como foco a educação ambiental. Esse foi o caso do Programa Clorofila, mantido há quase 30 anos em escolas públicas e particulares de Bertioga pela Sobloco. Manter as atividades e o interesse de crianças e adolescentes desafiou os gestores do programa. “Mas acabamos descobrindo uma situação muito positiva e gratificante. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Com a família toda em casa, unida, montar os canteiros domésticos e hortas caseiras se tornou um programa familiar, em que todos participaram”, conta Maria Cristina Peres, coordenadora do programa. “A escola é o ambiente do brincar, da troca, do mexer na terra e aprender”, explica Maria Cristina, “mas rapidamente precisamos criar alternativas para manter nossos alunos interessados e ativos. E a família foi o ponto-chave para isso”. O Programa Clorofila foi criado na esteira da Eco-92, a primeira conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente. Da ideia de levar o tema para dentro da sala de aula de forma permanente, a Sobloco começou o programa com atividades menores, como concurso de redação, mas logo evoluiu para as oficinas de jardinagem, hortas escolares e de alimentação saudável. “Falamos sobre como aproveitar melhor os alimentos, montar refeições mais saudáveis e, assim, aumentamos o repertório alimentar das crianças”. Em três décadas, o Clorofila hoje envolve em suas oficinas os conhecimentos populares da região, como a identificação de plantas medicinais, e a cultura caiçara e indígena. “Há uma ciência popular que precisa ser ensinada às crianças”, diz a coordenadora. Segundo Maria Cristina, as atividades com as crianças estão voltando a ser presenciais novamente, dentro das escolas. “Nesses dois anos, foi interessante notar que os funcionários das escolas, que sempre quiseram participar também, cuidaram das hortas e dos canteiros. Foi bonito de ver”. Atualmente, o Programa Clorofila atende 25 escolas de Bertioga, sendo oito estaduais, duas particulares e 15 municipais. Em 30 anos, mais de 20 mil crianças e adolescentes, do ensino fundamental ao médio, passaram pelo programa.