O coronel Rogério Nery está à frente do Comando de Policiamento do Interior (CPI-6) da Baixada Santista e Litoral Sul (Vanessa Rodrigues/AT) O coronel Rogério Nery está à frente do Comando de Policiamento do Interior (CPI-6) da Baixada Santista e Litoral Sul há apenas dois meses, e em sua fala durante participação do primeiro painel do fórum sobre Segurança, segunda-feira (27) , disse que é preciso ter paciência, porque leva tempo devolver a tranquilidade a uma sociedade que sofre com a violência. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Não vai se resolver o problema de segurança de um dia para o outro. O crime vai ocorrer. Diminui e aumenta, embora a gente trabalhe para reduzir. É um processo de redução”, disse. Portanto, na visão do oficial, não há remédios com respostas definitivas rápidas. As soluções de hoje só poderão dar resultado em algum tempo. Evidentemente, disse, isso não quer dizer que a população deve cruzar os braços e aguardar por medidas que acelerem a queda dos índices de furtos, roubos e demais ocorrências. Como citou Paulo Schneider, o vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança que abrange os bairros santistas do José Menino, Pompeia, Gonzaga e Boqueirão, o Conseg 7, “segurança pública é dever de todos”. Por isso, como será visto nas páginas deste caderno, cada indivíduo tem de estar engajado na busca por alternativas. Projetos como o Vizinhança Solidária (leia mais página D7) se tornam potenciais ferramentas de combate à violência, assim como exigir ações efetivas das autoridades. Também é necessário tomar cuidados individualizados, não expondo bens materiais de maior valor em locais públicos e observando sempre o movimento a sua volta, já que, como mencionou o presidente do Sindicato dos Empregados em Edifício e Condomínios de Santos e Região, José Maria Félix, “bandido quer facilidade”. A soma de pequenas atitudes tende a contribuir para o combate ao crime, inclusive o patrimonial, aquele que está no cotidiano e aparece, por exemplo, em roubos de celulares, relógios e carteiras. Caso haja um esforço coletivo, frutos serão colhidos, como apontou o diretor do Departamento de Polícia do Interior (Deinter-6), da Polícia Civil, delegado Luiz Carlos do Carmo, ao dizer que o menor número de ocorrências reduz a “instabilidade social”. Como dito durante o seminário, que ocorreu na última segunda-feira e teve como tema justamente Segurança, a solução passa por atitudes conjuntas de sociedade civil e poder público. Segundo o coronel Rogério Nery, a Baixada Santista “foi considerada pelo Governo do Estado uma região de interesse e de prioridade”, o que indica que o Executivo paulista olha para a região e seguirá atento a tudo que ocorre por aqui. Como citado no texto, é preciso tomar cuidado a fim de não dar chances para criminosos. Pensando nisso, a Secretaria estadual de Segurança Pública (SSP) disponibiliza um manual de autoproteção, com dicas para o dia a dia. Para acessar o documento, clique aqui e acesse o documento.