Gabriela Morais, especialista em Design Gráfico, admitiu que nem mesmo os técnicos podem atestar até onde a tecnologia consegue chegar (Alexsander Ferraz/AT) O Vale do Silício, na Califórnia (EUA), conta com uma das maiores, senão a maior, aglomeração de empresas de tecnologia do mundo. Empresas como Apple, Google, Meta e Microsoft estão lá, com diversos dos principais desenvolvedores e especialistas do planeta. Inegavelmente, estas são as grandes big techs do momento, mas nem mesmo elas têm noção do potencial total da inteligência artificial (IA), que se espalha e transforma a humanidade. A incapacidade atual para se medir os poderes das novas ferramentas foi o tema principal do sexto fórum deste ano do projeto A Região em Pauta. Realizado na última segunda-feira, o evento reuniu especialistas e lotou o auditório do Grupo Tribuna. A professora Gabriela Morais, especialista em Design Gráfico, com especialização em Desenvolvimento Web, foi a responsável por admitir que nem mesmo os técnicos podem atestar até onde a tecnologia consegue chegar. “A IA é como a energia elétrica: dá para fazer muita coisa. Nem a gente, nem o pessoal do Vale do Silício consegue ter este senso de futurismo. Nós ainda estamos descobrindo todo o potencial disso”. Apesar do desconhecimento referido pela painelista, a docente ressaltou que, sem perceber, parte da população já usa os recursos. Eles estão espalhados por diversos aplicativos que fazem parte do cotidiano de muitos indivíduos. “A IA nos acompanha há muito tempo. Está no Waze e no Google Maps. Você pega seu carro e vai para um destino. O Waze calcula a rota, o melhor trajeto e situações para se precaver. Outro exemplo: os feeds do Instagram, da Amazon e do Mercado Livre”, citou Gabriela, que é dona de uma empresa que testa ferramentas com inteligência artificial e capacita pessoas a utilizarem a tecnologia. A docente ponderou que, mesmo que algumas ferramentas já estejam nas pontas dos dedos de quem usa smartphones ou teclados de computadores, homens e mulheres têm medo de que a IA acabe com profissões e traga outros impactos. Diante disso, ela tratou de explicar que existem mais benefícios do que desvantagens. No entanto, a convidada enfatizou: é preciso se acostumar, já que “a transformação é duradoura”. Por sinal, as mudanças vão continuar. A inteligência, que antes só tinha a função de predizer com base em um modelo matemático, já chegou ao estágio generativo, com aplicativos como o ChatGPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google, que criam textos, trazem informações e compilam dados. Novos avanços vão acontecer, e a tecnologia vai evoluir. Talvez por isso, Gabriela Morais tenha asseverado: ninguém tem ideia de todo o alcance da IA.