Instalação do VLT nasceu com um propósito de transportar passageiros a partir de São Vicente; agora é revitalizar Centro de Santos (Vanessa Rodrigues/AT) Planejar, inovar e executar. Três verbos que se encontram e que definem destinos da população em várias áreas. Cada vez mais necessária, essa combinação passa pelo diálogo e pela quebra de vaidades, em prol de um bem comum. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Temos que ter uma discussão de sociedade. Democracia é bom e, se em algum momento não está funcionando, a gente aperfeiçoa”, pontua o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão. Ele lembra que os diagnósticos dos problemas são importantes, mas que só valem acompanhados de soluções para serem viabilizadas. “A ideia do VLT até o centro de Santos era por uma razão, o transporte desde São Vicente; hoje, é um fator de preocupação. Diagnósticos envelhecem”, explica, lembrando que sua execução não levou em conta o crescimento populacional no sentido do Litoral Sul e os necessários deslocamentos. “As demandas foram atropeladas. Então, na realidade, nós criamos um estresse urbano. Uma sociedade que criou um estresse urbano. E aí a gente tem que fazer uma lição de casa, da discussão”, complementa. Planejamento Presidente da CET-Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves, também reforça a importância de planejar em qualquer situação. “Se você não tiver um planejamento, você não faz nada na sua vida, quanto mais na gestão de uma cidade, de uma região”, prega. “É fundamental que a gente saiba exatamente onde a gente quer chegar e de que maneira a gente vai chegar”. Ele crê que há muito a ser discutido. “O problema é que, infelizmente, as coisas não acontecem na velocidade que a gente precisa. A gente acaba conversando através das secretarias. A cada momento, o Governo Federal passa um problema para os municípios resolverem”, argumenta. “Não se Pode Empurrar com a Barriga” Soluções de transporte que não levaram em conta por completo o conceito de mobilidade urbana, como as primeiras definições sobre o VLT, que não notaram a migração da população rumo a Praia Grande e ao Litoral Sul. Para o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, esse é um dos problemas que decorrem de definições incorretas de prioridades. Eduardo Trani, assessor especial de Planejamento da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado: “Estamos lutando para que as regiões metropolitanas ganhem corpo cada vez mais. Agora, a Baixada é, de longe, a região que mais prosperou em todos os aspectos” (Vanessa Rodrigues/AT) “Em determinado momento, a região metropolitana começou a ser apelidada de ‘casa de chás’. Reunião para bater papo e não resolver nada. E olhando a questão da estruturação da região metropolitana, não é porque não conseguimos uma lei perfeita que não vamos aperfeiçoá-la, discuti-la. Não podemos ‘empurrar com a barriga’”, crê. Eduardo Trani, assessor especial de Planejamento da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado, avalia que as regiões metropolitanas ganharam status depois da Constituição de 1988. Os constituintes fizeram a união, o Estado e os municípios, redistribuíram competências, mas esqueceram o quarto poder: o poder político. “Estamos lutando para que as regiões metropolitanas ganhem corpo, cada vez mais. Agora, a Baixada é, de longe, a região que mais prosperou em todos os aspectos”. Para ele, as regiões metropolitanas devem, primeiramente, implantar essa relação município-Estado e, juntas, fazer força em relação a questões federais.