Gabriela explica que, mesmo no início, atividades trazem benefícios (Alexsander Ferraz/ AT) Outro aliado importante na luta contra a obesidade está no campo, praia, piscina, pista ou na caminhada pela quadra do bairro. A atividade física é considerada um ponto primordial na “virada de chave”. Mas não existe fórmula pronta: cada pessoa deve fazer o que for melhor para seus objetivos e características. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Quero desmistificar treinamento de força e exercício para o público adulto, 40+, 50+. Quando a gente fala de treino de força, acha que tem que ter uma academia de marombeiro, pegar muitos e muitos treinos, e você se sente envergonhado ou envergonhado, acuado de não querer estar naquele ambiente. Pois, com qualquer tipo de carga, você tem resposta”, afirma a professora de Educação Física, especializada em emagrecimento Gabriela Nogueira de Silos Napolitano. Ela cita que, por exemplo, se a pessoa é idosa, está parada e começa a fazer uma atividade - se for uma caminhada de 10 minutos, 15 minutos naquele dia e fizer dois, três exercícios, ela já venceu. “Vai dar resultado sim porque ela estava parada. E é algo que tem que ser evolutivo, é um progresso, você vai evoluir”, explica. Ela cita que há ainda a possibilidade de treinos em casa, para quem não tem condições de pagar uma academia, por exemplo. “A pessoa faz com o que dá, com auxílio de aplicativo de treino online. Conheço quem perdeu 20 quilos, em um processo também de quase dois anos. Quando você vira a chave, consegue”, resume. Sem desistir A especialista pondera que um dos objetivos é evitar que o aluno desista ou se desestimule no meio do processo. ‘A história do pace (ritmo de corrida, definido como o tempo, em minutos, que um corredor leva para percorrer 1 quilômetro) espanta quem está chegando agora. Você tem que acolher, incluir. Eu corro os 10 KM Tribuna desde 1997, mas nunca fui a mais veloz do mundo. Gosto de estar lá praticando atividade física. É o que eu falo: é avançar um pouquinho por dia, todo dia”, receita. Sobre qual a atividade física ideal, Gabriela resume: todas as que forem do seu alcance, seja ciclismo, corrida ou natação. “Em qualquer dessas, vai ter benefícios cardiovasculares, ganho de massa magra e vai poder regular açúcar no sangue. Todas elas são eficazes, basta você fazer o que você gosta. É igual o carro na garagem: você precisa ligar o motor e aquecer. Não nascemos para ficar parados”. Começar e parar? Segredo é a constância Gabriela Napoliano entende, ainda, que emagrecer somente com exercícios é possível, mas muito difícil, algo conseguido por poucos. “Se você está em um grau 3, é difícil. É que, falando de corpo humano, somos seres individualmente diferentes”, pontua. No caso das mulheres, existem algumas particularidades, conforme a especialista. “Para as mulheres após os 40 anos, é algo muito viável. Tem diversas formas para diminuir essa obesidade. Isso sempre em conjunto com uma equipe multidisciplinar, porque cada pessoa é única. Precisa buscar primeiro orientação médica, para ela começar a ir para a nutricionista, para ir para o educador, para que todos eles, em conjunto, ajudem a chegar no melhor resultado para aquela pessoa”, avisa. O segredo é, de acordo com Gabriela, manter a constância. “O importante é você cuidar. Muita gente está nesse risco do sobrepeso e fica naquele ‘efeito sanfona’. Precisa manter os hábitos saudáveis e ser regular. Falo isso para minhas alunas: não adianta fazer uma coisa agora, uma alimentação saudável na segunda para começar uma dieta, e na quarta já desistir. Então o segredo é constância e a orientação adequada”. Ela encerra com um recado especial: a atividade física libera os chamados hormônios da felicidade. “O exercício físico é algo essencial na vida da pessoa. A maioria das pessoas reportam: ‘Eu não queria vir, mas que bom que eu vim’. É uma garantia de satisfação”.