Augusto Capodicasa, diretor do Plano Santa Saúde: “Eu não vi a Agem atuar diretamente para termos uma tarifa metropolitana. Continuamos tendo os ônibus intermunicipais. Não tem muito sentido isso. Essa política precisa ser mais incisiva (Vanessa Rodrigues/AT) Não são poucos os desafios para a Região Metropolitana. A lista de ações para melhorar a vida de quase 2 milhões de habitantes é grande, mas alguns assuntos ganham destaque, como mobilidade, saneamento básico, meio ambiente e habitação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Eu não vi a Agem atuar diretamente para termos uma tarifa metropolitana. Continuamos tendo os ônibus intermunicipais. Não tem muito sentido isso. Essa política precisa ser mais incisiva. As oportunidades existem, mas precisam ser observadas, analisadas e diagnosticadas”, diz o diretor do Plano Santa Saúde, Augusto Capodicasa. Ele cita que o empresário depende de uma boa gestão pública, seja no transporte, saúde ou segurança. “Temos procurado minimizar o impacto que nossos funcionários têm nos deslocamentos entre cidades, para que tenham mais qualidade de vida”. José Police Neto, por sua vez, lembra que há um caminho a percorrer para soluções de problemas regionais, como o caso da demanda por habitação. “Há problemas que ainda nos afligem, a questão das palafitas. A realidade está em enfrentar a fragilidade físico-territorial, de moradias em palafitas, buscar órgãos internacionais de financiamento. É inaceitável impor à sociedade uma lógica de viver nas palafitas. Por isso, o sistema de financiamento, apresentado pelo fundo, não vai realizar as transformações necessárias do território. E, portanto, ele tem que ser redebatido. Senão, é contar uma história para a sociedade que não vai ser transformada”. Saúde A saúde é outro tema recorrente nos 30 anos da Baixada Santista. E, mais uma vez, a solução deve passar pelo entendimento entre os entes federativos. “O poder público deveria ir atrás de prestadores na região que possam atuar diretamente no sentido de atender as demandas que ele tem reprimidas. A maioria dos municípios tem lista de espera até mesmo para cirurgia de vesícula. Se o poder público não tem um sistema que possa assumir essa responsabilidade, é ir até o empresariado e colocar à disposição. Deveria ser criado um polo metropolitano de saúde”, acrescenta Capodicasa.