(Divulgação) Apesar de todos os recursos e da evolução da inteligência artificial (IA), o ser humano seguirá sendo peça-chave e protagonista em todo processo profissional, seja ele analítico ou criativo. Isso acontece porque sempre será necessário que alguém opere as máquinas e revise tudo que for feito pelos equipamentos. Contudo, há um detalhe: apesar da importância dos trabalhadores, estes vão ter de se adaptar a novas necessidades profissionais. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Os convidados de A Região em Pauta ressaltaram que a IA causou uma revolução nas mais diversas áreas. Hoje, há alternativas para qualquer setor, além de uma infinidade de recursos, tanto é que o presidente da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), Solano de Camargo, citou que existem “32 mil ferramentas”. Mesmo com esta variedade, elas são incapazes de fazer tudo sozinhas. A presença de homens e mulheres continua sendo primordial. “O humano pede, dialoga com a máquina, e a IA vai devolver, com base no que foi solicitado. Depois, a pessoa vai revisar. Portanto, se o humano fosse tão descartável, como muito se fala, ele estaria duas vezes nesta jornada? Não”, declarou a professora e especialista em Design Gráfico, com especialização em Desenvolvimento Web, Gabriela Morais. No entanto, ter importância no sistema de trabalho não é tudo. A especialista frisou que não basta fazer parte deste processo. Na visão da docente, todo trabalhador deve evoluir, a fim de extrair o melhor da tecnologia. “O humano cada vez mais vai ter de melhorar seu repertório. Se eu me mantiver como pessoa rasa, com pouco conhecimento e profundidade, dificilmente vou ter sucesso com a IA”, falou. Gabriela disse, ainda, que a necessidade de mais conhecimento por parte dos profissionais não é essencial somente para revisar o que a inteligência artificial cria. Segundo a especialista, o aprofundamento também contribui para tornar as máquinas mais completas, pois elas possuem a capacidade de aprender conosco. “Nós é que ‘treinamos’ as ferramentas”, salientou. Estudos Embora haja transformações, uma coisa não muda: a maneira mais adequada de se adquirir o que a convidada do fórum chamou de repertório é estudar os mais variados assuntos, mesmo que eles não tenham qualquer ligação com a formação profissional do indivíduo. E qual é a melhor forma de se aplicar nos estudos? A professora respondeu. “A melhor maneira de aprender é experimentando, porque aprendo quando mexo naquilo que estudei”, explicou a professora. Vai se destacar quem souber ‘dialogar’ bem com a máquina Obrigatoriamente, um termo vai ter de fazer parte do vocabulário de todo profissional: prompt. Simplificando, este termo se refere à comunicação entre o humano e a máquina, com o objetivo de solicitar à inteligência artificial uma tarefa. Por sinal, algo que vai diferenciar um trabalhador de outro será: quem faz melhor os pedidos à IA. Gabriela Morais deixou claro que usar os equipamentos e extrair um bom resultado não é fácil. Além disso, muita gente comete erros. “A maioria usa como se fosse o Google, mas esta não é a intenção do ChatGPT e do Gemini. No Google, o normal é resumir, só que o prompt que vai funcionar na IA precisa de especificidade. Preciso ser detalhista”, afirmou. A professora disse que o ideal é lidar esta tecnologia como se fosse uma criança. “Com ela, falo o que quero e o que não quero, dou detalhes e sou até redundante. É assim que a gente tem de tratar a máquina”. Segundo a docente, compreender tais condições é fundamental para que os equipamentos “tragam produtividade, eficiência e receita (dinheiro)”. Só que executar um bom diálogo com a IA passa por dominar tarefas e também por experiências vividas na profissão. Neste sentido, aqueles que têm mais idade largam na frente. “É a primeira vez que a tecnologia inclui idosos. Quanto mais experiência, melhor me expresso. As big techs abriram muitas vagas para 50+, porque a utilização da IA generativa por quem tem mais idade é mais eficiente do que a de alguém que está começando, porque temos a experiência da comunicação”, falou o presidente da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), Solano de Camargo.