Professor, escritor e filósofo Mario Sérgio Cortella falou por quase uma hora com o público no Guarany (Sílvio Luiz/AT) “Criar é matar a morte”. A frase do escritor francês Romain Rolland entrega a força da cultura como um dos pilares da sociedade – plural, abrangente e que deixa raízes. E sua celebração norteou a noite desta segunda-feira (28), que marcou a 100ª edição do projeto A Região em Pauta, realizado pelo Grupo Tribuna e cujo evento ocorreu no Teatro Guarany, no Centro de Santos, com a presença do professor, escritor e filósofo Mario Sérgio Cortella, que lembrou a frase durante sua palestra. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Por quase uma hora, e bastante à vontade, ele falou com uma plateia que acompanhou atentamente cada palavra e pensamento vindo do palco. Foi um reencontro dele com Santos, cidade de onde guarda boas memórias e que abriga o Santos Futebol Clube, seu time de coração – ele recebeu das mãos do diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, uma camisa 10 do Alvinegro com seu nome. O diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, e a diretora vice-presidente do Grupo Tribuna, Renata Santini Cypriano, também prestigiaram o evento. “Santos é uma cidade plena, que ferve cultura, literatura, música, esporte, trabalho. Meu nome (Mario Sérgio) vem de um ator nascido em Santos em 1929 (foi astro da antiga Companhia Cinematográfica Vera Cruz, nos anos 1950). E a literatura brasileira, mais forte para mim, veio no campo do contemporâneo a partir de Plínio Marcos. Por isso, é bom demais participar dessa celebração”, afirma Cortella. Para ele, a cultura fomenta união e, às vezes divergências, mas sempre reaproxima as pessoas. “É bom, porque não é uma coisa monótona. Uma orquestra sinfônica é a que tem harmonia sem monotonia. O que vale é a polifonia e Santos é polifônica”. Ele também citou a oportunidade de fazer parte das festividades de um projeto com 100 encontros. “A junção é para fazer com que a vida coletiva seja melhor, em que não se esconde o que é negativo e tem que ser corrigido, nem se deixa de exaltar o que é mérito dos homens e mulheres desta cidade e região”, sublinha. Jovens do Cubatão Sinfonia encantaram com sua apresentação musical (Sílvio Luiz/AT) A Arte Plena A noite teve ainda apresentações musicais e outras formas de expressão de arte, em um mosaico que faz jus ao propósito do encontro. A primeira a se apresentar foi a Orquestra da Fundação 10 de Agosto, de Bertioga, mantida pela Sobloco Construtora. Já o Arte no Dique mostrou seu trabalho com cultura, arte e inclusão social. O Cubatão Sinfonia apresentou um pouco de sua arte, que utiliza a música como instrumento de formação, inclusão e valorização de talentos. Teve ainda o Balé do TamTam, ligado à Associação Projeto TamTam, de Santos, comandado pela psicóloga Cláudia Alonso – houve, ainda, a leitura de um texto de autoria de sua mãe, a pedagoga e escritora Regina Alonso, pelo poeta Flávio Viegas Amoreira. “É mostrar que a cultura não segrega. Cultura não faz assepsia de pessoas. Cultura não diz que este é melhor do que aquele. Dentro de suas potencialidades, trabalhamos juntos”, diz Cláudia. Satisfação A gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna, Armindo Augusto, avalia que a noite foi especial pela diversidade. “O tema era cultura, mas a gente não trouxe painéis, e sim o foco em ser diverso, porque A Região em Pauta é assim. Por isso, trouxemos grupos de diferentes cidades”.