Maria Luiza Arias Limeres, da Bolsa de São Paulo, cita várias soluções (Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo) O pequeno investidor já não tem mais medo da grandeza da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo — pelo contrário. Segundo a gerente de Projetos Educacionais, Maria Luiza Arias Limeres, olhando para os microempreendedores, a B3 apresenta uma série de soluções. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Há formas do empresário alavancar o seu negócio com ênfase em dívidas. Temos a parte de captação de recursos para qualquer tamanho de companhia”, frisa, lembrando que 40% dos investidores são homens, contra 25% de mulheres. “Existe uma receita de bolo, que pode ser adaptada a qualquer um. Mas o primeiro passo é você analisar o seu balanço atual. É olhar para a sua conta bancária de fato e entender o agrupamento do que entra (receita) e do que sai (despesas). Dentro delas, fazer uma análise por temas”, acrescenta. Em seguida, Maria Luiza aponta que é necessário ver o que não é essencial, como parte do processo de estancar o endividamento. “Quando começa o exercício de não gastar com o que não é essencial, existe um incremento de receita, sobrando no final do mês. Então, é focar em estancar dívidas com juros mais altos. Mais adiante, com uma reserva de emergência formatada, é possível pensar em investimentos, como em renda variável, por exemplo”, prega a representante da B3. Ela lembra que a Bolsa possui uma plataforma de conteúdos gratuitos (edu.b3.com.br) que tem planilhas que podem ser baixadas, permitindo controlar despesas e receitas. Conversão não é diversão? Em tempos de Copa do Mundo na América do Norte, as despesas não são poucas para quem foi torcer pelo Brasil. O “mantra” que diz que “quem converte (valores de dólar em reais) não se diverte” é rechaçado por Maria Luiza. “O problema é quando a conta chega e se vê o quanto foi gasto”, simplifica. Ela destaca ainda outras iniciativas da B3 voltadas para a educação financeira. Um deles é um curso chamado Bola no Pé, Dinheiro na Mão, onde são feitas analogias das posições dos jogadores com produtos de investimento. “Ali, a gente fala um pouco sobre produtos que podem contribuir com diferentes fases da vida, com alusão às posições dos jogadores. Fala sobre a realização de sonhos que exigem planejamento.” Maria Luiza lembrou ainda do Museu da B3, que já recebeu mais de 200 mil alunos de escolas para contar a história do mercado de capitais.