[[legacy_image_99367]] O código de área 013 identifica as chamadas telefônicas originadas ou destinadas aos municípios da Baixada Santista. Mais que isso: para muitos, trata-se de um símbolo da identidade regional. Pois os laços entre nove municípios litorâneos se estreitaram há 25 anos, com a implantação da Região Metropolitana da Baixada Santista. E os esforços para o desenvolvimento passam por um elemento fundamental: a integração plena das cidades. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Um balanço dessas duas décadas e meia e uma projeção sobre os próximos anos nortearam os debates de mais uma edição do fórum A Região em Pauta, realizada na segunda-feira (30/8), de forma virtual, pelo Facebook do Grupo Tribuna O encontro, que teve a presença de autoridades, foi comandado pela gerente de Projetos e Relações Institucionais, Arminda Augusto, e pelo repórter e apresentador da TV Tribuna, Rodrigo Nardelli. Este caderno amplia o debate. O fórum deixou uma ideia clara: para ajudar a colocar em prática os planos de uma região metropolitana de fato, o primeiro passo é o entendimento pleno entre os prefeitos, de Bertioga a Peruíbe e, em seguida, a parceria com os demais entes públicos, os Governos do Estado e Federal. “Fica claro para a gente que enfrentar esta problemática só através da unidade dos governantes com o Estado. Tínhamos que abrir mão de parte do nosso poder também. De forma que a gente conseguisse, por meio do debate, buscar alternativas que pudessem dar respostas, na maior brevidade possível, a essa problemática”, avalia o ex-prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, que viu de perto a criação da RMBS e a caminhada ao longo destes 25 anos. Ex-prefeito de Bertioga e membro da Associação Paulista de Municípios (APM), Mauro Orlandini, que também participou da implantação da Região Metropolitana, em 1996, vai na mesma linha. “É preciso haver essa união, para que a gente tenha a solução de diversos problemas. Quero lembrar que a Região Metropolitana nasceu pela simplicidade e humildade dos nove prefeitos”, frisa. Condesb Prefeito de Santos e atual presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), Rogério Santos reforça que os avanços esperados também pedem entendimento com o Governo do Estado. “Os desafios que a gente tem visto na RMBS são imensos. Por isso teremos o PDUI (Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado), que foi construído com os municípios e está em análise pelo Governo do Estado, e depois se transformará em uma lei, com ações, datas e calendário. O que se espera é o investimento do Estado nesses projetos que são o foco do desenvolvimento da Baixada Santista”, pondera. Jesse James Latance, coordenador no Projeto de Desenvolvimento Regional de São Paulo, acredita que, até outubro, a definição das pessoas da sociedade civil que participarão do Condesb deve estar equacionada. Também defensor de novas possibilidades econômicas da região, ele prega participação de todos os entes públicos. “Temos os municípios unidos em torno da questão do emprego e da renda, o Estado aportando investimento, mas também o Governo Federal. A Região Metropolitana não sobrevive sem o investimento federal. Temos os três entes, o municipal, o estadual e o federal, para poder avançar”, frisa.