Encontro foi realizado na última segunda-feira, no auditório do Grupo Tribuna: autoridades e especialistas debateram melhorias no setor (Alexsander Ferraz/AT) Um setor que, no País, teve cerca de 1,9 milhão de admissões com carteira assinada, de acordo com o Ministério do Turismo, não pode ser ignorado. Mas, para torná-lo mais eficaz e acessível na Baixada Santista, a união de esforços das cidades é essencial. A governança integrada seria uma solução importante, abrindo caminhos para capacitação e aportes de investimentos. Essa é a receita que fica da última edição do fórum A Região em Pauta, cujo encontro ocorreu na segunda-feira no auditório do Grupo Tribuna. Especialistas e autoridades concordam que, sem entendimento entre os diferentes atores (Poder Público, sociedade civil e iniciativa privada), o potencial turístico da região não será aproveitado na sua plenitude. “A nossa região levanta muros de fronteiras que são invisíveis, porque estamos numa região conurbada - não sabemos quando começa Santos e termina São Vicente -, e para o turista, é uma coisa só. Enquanto isso, outras regiões estão preocupadas em oferecer experiências ao turista”, resume a secretária de Turismo de São Vicente e coordenadora da Câmara Técnica de Turismo do Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista), Juliana Santana. Segundo ela, já existe uma preocupação sobre o fluxo de turistas para a Baixada Santista para os próximos anos, diante da falta de roteiros integrados. “Há muitos anos é natural, por ser muito próximo de São Paulo, que as pessoas venham para a Baixada. Só que competimos com outras regiões, como Campos do Jordão e cidades do entorno, por exemplo. E ter uma continuidade na política de turismo é fundamental”. A turismóloga e mestre em Inovação Tecnológica Ana Raquel Almeida Dias reforça essa necessidade, citando a possibilidade de uma Instância de Governança Regional (IGR) ligada ao setor de turismo. “Por meio do IGR vai se formar um consórcio, com CNPJ onde todos os municípios vão estar em conjunto. Enquanto não tiver isso, fica difícil conseguir tirar as coisas do papel”, alerta. CAPACITAÇÃO Eduardo Silveira, presidente da Associação dos Profissionais de Turismo da Baixada Santista (APT), reforça que a união de esforços é um passo importante para a capacitação do setor. “O turismo cresceu de forma orgânica, o que ocorre quando há demanda. Há empresários querendo investir e excelentes profissionais na nossa região, mas precisamos desse apoio da governança”, diz. Ele entende que há caminhos a serem seguidos para a promoção do turismo regional. “Ao mesmo tempo em que há uma dor, também existe um grande otimismo, falando da nossa regionalidade, o quanto é importante a cultura caiçara”, frisa.