[[legacy_image_89046]] Uma renda básica, mensal, para quem trabalha com cultura sobreviver às incertezas econômicas. Essa é uma das propostas do Instituto Procomum, que atua no Centro Histórico de Santos como uma espécie de laboratório cidadão, incubadora de projetos e espaço voltado ao apoio de iniciativas e de cidadania e economia criativa. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Para Rodrigo Savazoni, idealizador e diretor-executivo do instituto, que permita aos chamados “seres culturais”, todos os que trabalham, direta ou indiretamente, com cultura, a ter os rendimentos necessários para uma vida digna, e ter uma vida melhor em sociedade. “Esse é um debate urgente que a gente precisa levar, aproveitar esse momento de crise para fazê-lo, porque o que vem pode ser ainda pior”, explica. Ele acredita que é importante a gente dar atenção aos artistas profissionais que vêm da periferia. “No Procomum, a gente tentou desenvolver uma série de ações que estão em curso agora. Se chamam Territórios Comuns, que foi aprovada na Lei Emergencial do Estado de São Paulo, buscando fazer com que a renda chegue a estes produtores de conteúdo, a esses criadores, a esses artistas, que foram extremamente afetados pela situação da pandemia”. Financiador Savazoni lembra que houve uma mobilização do setor para extrair do Estado uma Lei Emergencial que conseguisse dar conta. Mas ela não deve ser a única alternativa. Acho que esse paradoxo, de a gente ter assistido, ao longo desse período de isolamento social, o aumento do consumo de bens culturais, o avanço do reconhecimento da importância da arte e da cultura na vida de cada um, coloca em cena uma discussão que precisa ser feita. Quem deve financiar a cultura?”.